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Madeira

"Região pobre com PIB rico", lamenta JPP

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O secretário-geral do JPP afirmou, hoje, que os dados relativos ao Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) da população da Madeira em 2025, “desmentem o Governo Regional do PSD/CDS, em toda a linha, e dão substância à ação política do JPP, que tem trazido à evidência, com factos que a DRE agora confirma, o desastre deste modelo económico do PSD/CDS”.

As informações sobre este inquérito foram publicadas na passada sexta-feira, pela Direção Regional de Estatística (DRE).

53,3 mil residentes em risco de pobreza ou exclusão social na Madeira

Valor de 2025 baixou 9,5% (menos 5,6 mil pessoas) face a 2024

Élvio Sousa afirma que "aquele discurso inflamado do presidente do Governo Regional de que a economia da Madeira cresce de forma consecutiva há 58 meses, isto é, há mais de quatro anos, tem neste relatório da DRE uma espécie de Polígrafo". 

O PIB milionário de oito mil milhões de euros não consegue reduzir de forma proporcional os 53,3 mil madeirenses que se encontram em risco de pobreza e exclusão social em 2025. O mesmo acontece com os discursos sobre a habitação. O Governo PSD/CDS atira números para o ar, afirmando que já entregou centenas de casas, mas depois a DRE diz que, afinal, a taxa de casas sobrelotadas na Madeira (23,5%) é o dobro da nacional (12,7%), e que só entre 2024 e 2025 esse número cresceu 4,1%, isto é, em vez de uma redução, com a apregoada entrega de centenas de casas, há um forte agravamento de pessoas a viver, umas em cima das outras Élvio Sousa

O JPP considera que estes números, de um organismo do Governo Regional, são a “prova factual das prioridades invertidas” do Governo PSD/CDS que o JPP "tem denunciado constantemente". "O que este PIB milionário de oito mil milhões de euros vem confirmar, é que não há tradução dessa riqueza em desenvolvimento social”, explica o líder da oposição. “O JPP sempre disse isso. O que temos é muito pouca gente a ganhar com estes recordes da economia, enquanto a generalidade dos madeirenses, todos os meses, tem de fazer contas à vida e lutar pela sobrevivência, é um quadro social gravíssimo que devia tocar na consciência do PSD/CDS, mas já todos percebemos quais são as prioridades desses partidos", indica.

As críticas ao Governo Regional não se ficam por aqui. Élvio Sousa afirma que este executivo PSD/CDS vai ficar na história como o Governo que, num contexto económico favorável, desperdiçou “uma oportunidade histórica” para construir um modelo económico diversificado, que proporcione salários justos e adequados, tornar a economia menos dependente do turismo, resolver problemas estruturais na agricultura, pescas e ambiente, reduzir, de forma significativa, os problemas na habitação, na saúde e no ensino, modernizar a administração pública.

“O legado deste PSD/CDS é uma região com profundos contrastes sociais”, enfatiza. “De um lado, uma Madeira com casas luxuosas para milionários, campos de golfe construídos com os sacrifícios dos madeirenses para turistas endinheirados, do outro, milhares de madeirenses a viver em casas sobrelotadas, mais de 53 mil em risco de pobreza, cerca de 80 mil com salários de pouco mais de 600€. É uma Região pobre com um PIB rico", conclui.