BCE mantém juros inalterados nos 2%
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas nos 2%, pela sexta vez consecutiva, ainda que admitindo que a guerra no Médio Oriente tornou as perspetivas "consideravelmente mais incertas", segundo foi hoje anunciado.
A guerra "terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos", mas as suas implicações a médio prazo "dependerão quer da intensidade quer da duração do conflito e da forma como os preços dos produtos energéticos afetarão os preços no consumidor e a economia", lê-se no comunicado divulgado pelo BCE.
Apesar deste contexto, o Conselho do BCE assegurou estar a "acompanhar de perto a situação e a sua abordagem dependente dos dados ajudá-lo-á a definir a política monetária apropriada".
Nesta reunião, além da decisão de política monetária, foram também divulgadas projeções económicas atualizadas, onde a inflação é revista em alta para 2,6% em 2026, 2,0% em 2027 e 2,1% em 2028.
A revisão, face a dezembro, ocorre porque os preços dos produtos energéticos serão mais elevados devido à guerra no Médio Oriente, indica o banco central.
Já o crescimento económico foi revisto em baixa, para uma média de 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028, uma alteração que reflete "os efeitos da guerra nos mercados de matérias-primas, nos rendimentos reais e na confiança a nível mundial".
Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez permanecem inalteradas em, respetivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%.