Israel contraria Trump e avisa que ainda há "um vasto conjunto de alvos" a atingir
O exército israelita indicou hoje que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.
"Enquanto forças armadas, ainda temos um vasto conjunto de alvos e vamos expandir as nossas operações. O objetivo é minar os alicerces deste regime", disse o porta-voz militar israelita, Effie Defrin, em conferência de imprensa no 12.º dia da ofensiva israelo-americana contra o Irão.
Segundo fonte militar israelita citada pela agência France Presse (AFP), "foram atingidos oito vezes mais alvos" no Irão desde 28 de fevereiro do que na anterior guerra de 12 dias, em junho de 2025.
"Os ataques estão a atingir alvos mais distantes e áreas que não eram visadas antes, como a faixa costeira e o sul do Irão", disse a fonte sob anonimato, sem especificar o número de alvos afetados até ao momento.
Aparentemente desalinhado com as declarações dos militares israelitas, o Presidente norte-americano sinalizou o fim do conflito "em breve", em entrevista hoje ao portal Axios.
"Assim que eu quiser que pare, vai parar", Donald Trump, no mesmo dia em que o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, declarou que a ofensiva vai continuar "sem prazo determinado".
O Presidente francês avisou por seu lado, numa reunião por videoconferência com os homólogos do G7, que as capacidades militares do Irão "não foram reduzidas a zero", contrariando o líder norte-americano quando disse que já "não resta praticamente nada" para atacar.
Emmanuel Macron instou também o líder da Casa Branca a "esclarecer os seus objetivos finais e o ritmo que pretende impor às operações militares" no Irão.
A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou hoje com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.