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Madeira

“Vale a pena trabalhar livre na serra”

Avelino Câmara faz balanço de 36 anos na Polícia Florestal

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Avelino Câmara, guarda-florestal da Polícia Florestal da Madeira, aproxima-se do final da carreira com 36 anos de serviço. Em entrevista, fez um balanço positivo da profissão que abraçou e mantém gosto em exercer.

“É uma profissão que eu abracei, sempre gostei e gosto. Vale a pena porque trabalhamos com a natureza, andamos livres na serra”, disse.

Ao longo da carreira, destacou as várias vertentes da actividade: vigilância, protecção, colaboração, combate a incêndios e fiscalização. “Temos muitas acções ao longo do ano”, referiu, sublinhando que actualmente as condições de trabalho melhoraram significativamente, desde os postos e viaturas até ao material informático.

Avelino Câmara reconhece que a profissão é exigente e exposta. “É muito exposta, sim. As temperaturas são complicadas e, ultimamente, temos tido condições difíceis, mas já estamos habituados e temos equipamentos para conseguir andar lá em cima”, explicou.

Os resgates continuam a ser os maiores desafios, especialmente em condições adversas como neve ou granizo. “Neste momento, a Polícia Florestal está equipada com tudo o que é necessário e com bons equipamentos”, acrescentou.

Sobre o reconhecimento da carreira, afirmou que “foi valorizada pelo Governo Regional e acho que foi uma boa aposta”. Questionado se voltaria a escolher a profissão, respondeu: “Sim, voltava. Hoje em dia, como estamos agora, sim.”

Quanto ao estado da floresta, Avelino Câmara assegura que está bem conservada, apesar da pressão do turismo e do aumento de visitantes. “Temos que andar mais vigilantes, ter mais atenção aos percursos e às pessoas, turistas e madeirenses, e estar atentos à fiscalização. Os turistas são, muitas vezes, menos cuidadosos”, comentou.

Aos 36 anos de serviço, Avelino Câmara prepara-se para a aposentação, deixando um testemunho de dedicação e paixão pela protecção das florestas da Madeira.