Via da esquerda encerrada

Quem nunca se deparou na via rápida (VR1) com a indicação por parte da Via Litoral de uma via encerrada? Como devemos reagir perante este sinal?

Geralmente recebemos essa informação aos 1300 metros (aquela placa rectangular grande na berma) que se repete depois aos 200 metros. Quem nunca, perante o primeiro sinal desocupou ou viu desocupar a via obstruída, para se manter na outra até chegar ao dito local (?) E depois de estar na imensa fila - a passo de tartaruga - vê um “esperto” a passar na fila do lado, a passo de lebre… Isto não é de todo funcional! Eu já desisti de andar na fila a passo de tartaruga. Nos primeiros anos ainda cheguei a atravessar o carro na fila obstruída para ninguém passar à minha frente, como se aquilo de uma fila para pagar as compras se tratasse, mas também não é o mais correto a fazer.

Como instrutor e condutor, já com vários anos de experiência, deixo aqui uma sugestão: a melhor solução e mais funcional é ocupar as duas filas mesmo até ao final, perto das obras ou acidente, e só depois de chegar aos 100 metros finais começar a passar para a fila de trânsito desobstruída - ora passando um veículo de uma fila, ora passando outro da outra.

Não tem lógica, nem é funcional, aos 1300 metros estarmos todos a ocupar a mesma fila - como hoje presenciei - criando uma longa e crescente fila de veículos, e por vezes obstruindo as saídas da via rápida, no caso de ocuparmos a direita. Depois quem vem atrás, não sabe se aquilo é uma fila para alguma saída, ou fila para a bomba de gasolina, ou do que se trata… Por tudo isto, acho que é um tema a refletir; se todos colaborarmos, ninguém sentirá que está a ser ultrapassado/ “enganado”. Ao chegar perto dos cones, vamos nos facilitando uns aos outros. Ao passar pelo local da interrupção, não deve olhar nem distrair-se. Deve manter um andamento moderado e o mais à frente possível mantendo a distância de segurança necessária - a 60 km/h é no mínimo o comprimento de um autocarro (15 mts). Quando nos distraímos, estamos a criar espaços, a atrasar o trânsito, além de nos envolver num acidente.

PS: O Diário já tinha publicado esta minha carta em 2010, mas tive de fazer um “recall”, pois é um tema que infelizmente continua a fazer parte do dia a dia da nossa VR1.

Duarte de Sousa Melim