Greve dos guardas prisionais da cadeia de Vale de Judeus começa hoje
Os guardas prisionais começam hoje uma greve na cadeia de Vale de Judeus, de onde fugiram cinco reclusos em 2024, que se prolonga até ao dia 30 de abril.
O protesto foi marcado pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que considera que a segurança na cadeia de Vale de Judeus não foi reforçada depois da fuga que aconteceu em setembro de 2024.
A greve será total e, segundo explicou este sindicato à Lusa, os presos que não têm atividades - não estudam, nem trabalham - terão o horário de pátio reduzido e vão ficar nas respetivas celas 22 horas por dia.
A redução dos horários de pátio é, aliás, uma das reivindicações desta greve, à semelhança daquilo que aconteceu na cadeia do Linhó, onde os reclusos sem atividades viram os seus horários reduzidos.
O número de visitas também será reduzido para todos os presos, que "passam a ter só uma visita por semana", acrescentou o sindicato que emitiu o aviso prévio de greve, referindo ainda que a greve terá impacto nas idas a consultas e a tribunal.