Destruída metade dos 'stocks' de mísseis no Irão
O exército israelita anunciou hoje ter destruído "cerca de metade" dos 'stocks' de mísseis do Irão desde que começaram, no sábado, os ataques conjuntos com os Estados Unidos.
"Durante esta operação, destruímos cerca de metade dos 'stocks' de mísseis do regime iraniano e impedimos a produção de pelo menos 1.500 mísseis adicionais", afirmou o general Effie Defrin, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, num discurso transmitido pela televisão.
"O regime estava a produzir dezenas de mísseis terra-terra por mês e pretendia aumentar a produção para centenas por mês", acrescentou.
Defrin indicou que "num minuto", durante o primeiro ataque da operação "Rugido de Leão", morreram 40 comandantes e responsáveis iranianos, incluindo o líder supremo do Irão, o 'ayatollah' Ali Khamenei.
"Durante a noite, continuámos e intensificámos os ataques em todo o Irão. Avançamos em direção a Teerão. Atacámos também os sistemas de defesa iranianos e aumentámos a superioridade aérea" israelita, indicou.
Acrescentou que os aviões de combate da força aérea israelita estão a "localizar e atacar objetivos do arsenal de mísseis" iranianos.
"Até ao momento, destruímos centenas de lançadores de mísseis que estavam prontos para serem disparados" contra Israel, disse, sem avançar um número exato, nem apresentar provas.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou já que vingar a morte de Khamenei, era um "direito e um dever legítimo" para a República Islâmica.
Pezeshkian considerou que a morte de Ali Khamenei constituía uma "declaração de guerra contra os muçulmanos e, em particular, contra os xiitas em todo o mundo", referiu num comunicado divulgado pela televisão estatal.
O Presidente iraniano avisou que o Irão "cumprirá esta grande responsabilidade e dever com todas as forças".
A Guarda Revolucionária iraniana já tinha prometido vingar a morte de Ali Khamenei, nomeadamente com ataques às 27 bases militares norte-americanas no Médio Oriente.
Em resposta, o Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou que, caso se concretizem as ameaças de Teerão, o país asiático será atacado "com uma força que nunca foi vista".
"Obrigado pela vossa atenção em relação a este assunto", ironizou Trump na mensagem que divulgou na rede social de que é proprietário.
O Irão decretou 40 dias de luto pela morte de Ali Khamenei, que liderou a República Islâmica durante 36 anos.
Khamenei sucedeu ao 'ayatollah' Ruhollah Khomeini, líder da revolução islâmica de 1979 que derrubou a monarquia no Irão e instaurou um regime teocrático.
Donald Trump deu indicações de que a operação visava o derrube do regime do Irão e incitou o povo iraniano a tomar o poder após a intervenção militar conjunta com Israel.
A ofensiva norte-americana e israelita visou objetivos em Teerão, Tabriz (noroeste) e Isfahan (centro).
Os ataques causaram, até agora, mais de 200 mortos, indicou a organização humanitária Crescente Vermelhos.