Albuquerque quebra tradição e não anuncia hora de voto
Presidente do PSD Madeira e do Governo Regional mantém silêncio na segunda volta das Presidenciais
Ao contrário do que tem sido prática em todos os actos eleitorais desde que lidera o PSD Madeira e o Governo Regional, Miguel Albuquerque não comunicou antecipadamente a hora a que irá votar na segunda volta das eleições Presidenciais, que decorre este domingo, 8 de Fevereiro.
Na primeira volta das Presidenciais 2026, há duas semanas, o gabinete da Presidência informou previamente que Miguel Albuquerque iria exercer o direito de voto cerca das 12 horas, na secção de voto da Escola da Ajuda, na freguesia de São Martinho. Um procedimento habitual em eleições Regionais, Autárquicas, Legislativas Nacionais, Presidenciais e Europeias.
Desta vez, e apesar de estar inscrito numa das mesas da assembleia de voto da Escola da Ajuda, o presidente do Governo Regional não divulgou qualquer indicação sobre a hora a que pretende votar, numa segunda volta disputada entre António José Seguro e André Ventura.
O DIÁRIO solicitou este sábado a indicação da hora de voto, quer ao gabinete da Presidência, na Quinta Vigia, quer à assessoria do PSD Madeira, mas não obteve resposta concreta.
Ainda assim, ontem à tarde, a Quinta Vigia enviou às redacções uma nota de agenda informando que o presidente do Governo Regional estará presente este domingo, às 19 horas, na Quinta do Padel, para a cerimónia de entrega de prémios do FIP Bronze Madeira, o primeiro torneio internacional de padel promovido na Região.
Conhecidos os dois candidatos finalistas — após a eliminação de Luís Marques Mendes, que contou com o apoio de Albuquerque na primeira volta — o líder social-democrata assegurou que iria votar, sem nunca revelar o sentido de voto. Na quinta-feira, admitiu mesmo a possibilidade de votar em branco ou nulo.
Após a primeira volta, a 18 de Janeiro, Miguel Albuquerque reiterou por diversas vezes que não apoiaria nenhum dos candidatos presidenciais, sublinhando a exigência de compromissos claros com a Região e recusando a ideia de um Presidente da República “decorativo”.