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Comunidades Madeira

Albuquerque acredita em mais libertações na Venezuela

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O presidente do Governo Regional da Madeira considerou que a recente libertação de um lusodescendente detido na Venezuela confirma que o actual processo de transição política naquele país tem produzido efeitos positivos, admitindo que outros casos semelhantes poderão ter o mesmo desfecho nos próximos tempos.

Segundo Miguel Albuquerque, o anúncio feito pela presidente interina da Venezuela, no sentido de avançar com um conjunto de diplomas de anistia para presos políticos, vem corroborar a posição que o Governo Regional tem assumido desde o início, defendendo que este período de transição poderá ser benéfico não só para o país, mas também para a comunidade portuguesa e madeirense ali residente.

O chefe do executivo regional sublinhou que a libertação da conterrânea agora conhecida ganha particular relevância pelo tempo de privação de liberdade a que esteve sujeita.

“Estamos a falar de uma pessoa jovem que esteve presa durante cinco anos. É um sofrimento enorme, absolutamente desproporcionado”, afirmou, lembrando que continuam ainda detidos outros cidadãos de origem madeirense e portuguesa.

O governante garantiu que o Governo Regional tem desenvolvido diligências diplomáticas persistentes junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como contactos directos com entidades internacionais, incluindo a representação norte-americana, no sentido de pressionar para a libertação dos restantes presos políticos.

Referiu, a este propósito, ter enviado correspondência formal e mantido contactos institucionais após a tomada de posse do novo embaixador dos Estados Unidos.

Miguel Albuquerque adiantou também que já foram dadas instruções para que, logo que possível, o director regional das Comunidades se desloque à Venezuela para acompanhar de perto a situação da comunidade madeirense, estando prevista uma primeira visita no próximo voo disponível.

Uma deslocação do próprio presidente poderá ocorrer numa fase posterior, quando as condições políticas e institucionais o permitirem.

O governante reiterou, por fim, a convicção de que este processo poderá conduzir à libertação gradual de outros presos políticos, defendendo que o caminho agora anunciado deve ser acompanhado com prudência, mas também com expectativa positiva, em particular para as famílias que aguardam há anos por justiça.