Associação Living Care responde ao relatório arrasador do Tribunal de Contas
Através de comunicado, diz que "não escolhe utentes, não decide admissões, não define tipologias de cuidados nem determina altas clínicas"
A Associação Living Care diz ter tomado conhecimento, no passado dia 5 de Fevereiro, da versão final do Relatório do Tribunal de Contas relativo à Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados da Região Autónoma da Madeira, tendo o seu conteúdo sido manchete, ontem, no DIÁRIO.
Em comunicado, a Associação Living Care afirma respeitar o papel constitucional do Tribunal de Contas e "não se exime ao escrutínio público, reportando, colaborando e cooperando com todas as entidades com competências para fiscalizar e controlar a sua actividade". Acrescenta que "estas acções revelam-se essenciais à melhoria contínua e à boa gestão dos processos". Contudo, prossegue, "entende ser essencial repor factos e clarificar responsabilidades, sob pena de se criar na opinião pública uma percepção desajustada da realidade".
Sublinha que "a Associação Living Care é a entidade executora de contratos programa públicos, celebrados com a Administração Regional, limitando-se a cumpri-los e a executá-los em conformidade com as decorrentes obrigações legais, com os preços integralmente tabelados por portaria e idênticos aos praticados pelas restantes entidades da Rede". Acrescenta que "os serviços prestados correspondem a cuidados efectivamente realizados".
Esclarece que a Associação Living Care "não escolhe utentes, não decide admissões, não define tipologias de cuidados nem determina altas clínicas". Diz que "todas essas decisões competem exclusivamente ao sistema público de referenciação e coordenação". E prossegue: "A Associação Living Care actua, assim, como entidade executora de decisões públicas, no quadro contratual e normativo que lhe é imposto".
Refere que "o próprio relatório reconhece a existência de fragilidades sistémicas na implementação da Rede. Contudo, adianta que "em nenhum momento o relatório coloca em causa a qualidade clínica dos cuidados prestados, o cumprimento dos deveres assistenciais ou a segurança dos utentes". Pelo contrário, afirma, "toda a actividade assistencial está devidamente documentada, avaliada e integrada no sistema público, sendo os cuidados assegurados por equipas qualificadas e segundo critérios clínicos definidos e escrutinados pelas autoridades competentes".
Acrescenta que "a Associação Living Care exerceu o seu direito de contraditório em sede de relatório preliminar, tendo apresentado documentação e esclarecimentos detalhados". Constata, contudo, "que uma parte significativa dessa informação não foi considerada ou reflectida de forma substantiva na versão final agora divulgada".
Por fim, diz que a Associação Living Care "reafirma o seu compromisso com a transparência, a legalidade e o interesse público, bem como a sua total disponibilidade para colaborar com todas as entidades competentes no esclarecimento rigoroso dos factos".