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Desporto

Portugal volta a 'virar' e confirma nova final ibérica no Europeu

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Foto FPF

A seleção portuguesa de futsal voltou hoje a reagir da melhor maneira à desvantagem e selou a terceira final seguida no Campeonato da Europa, com um triunfo frente à França, por 4-1, nas meias-finais, e reencontra a Espanha.

Touré, aos seis minutos, colocou os 'bleus' na frente, mas Diogo Santos, aos 18, e Tomás Paçó, aos 19, ainda meteram Portugal em vantagem para o intervalo, tendo Erick Mendonça, aos 29, e um autogolo de Amine Gueddoura, aos 35, confirmado a vitória.

Na final, agendada para sábado, a partir das 19:30 locais (18:30 em Lisboa), na mesma Arena Stozice, na cidade eslovena de Liubliana, os bicampeões europeus voltam a ter pela frente a Espanha, recordista de títulos, com sete em 12 edições.

À semelhança do que já aconteceu em jogos anteriores nesta fase final, Portugal começou a perder, com um tento de Touré, aos seis minutos, em que o guarda-redes Bernardo Paçó ficou mal na 'fotografia', ao deixar escapar uma bola fácil.

Ficou no ar se a equipa das 'quinas' voltaria a 'virar', pois o grau de dificuldade era maior, e mais ficou quando, aos 13, a França desperdiçou de forma inacreditável o segundo golo, quando Mamadou Toure, com a baliza à sua mercê, atirou ao poste.

Portugal lá cresceu e impôs o seu jogo depois de novo susto, mas Francis Lokoka tirou o golo a André Coelho, aos 16, com uma enorme defesa, e apenas foi batido através de duas bolas paradas, concretizadas com tremendo sucesso pelos lusos.

Em reposições de Pany Varela, aos 18 e 19, no primeiro, Tomás Paçó assistiu Diogo Santos e este, solto pela direita, atirou de primeira e colocado, para, logo depois, o fixo do Sporting apostar num remate aéreo e, com desvio, sentenciar a reviravolta.

A França, que não pôde contar nesta partida com Abdessamad Mohammed e Sid Belhaj, procurou, na segunda parte, reagir à desvantagem, mas um sólido Portugal e Bernardo Paçó a redimir-se do erro anterior apenas ampliaram mais a vantagem.

Já após um lance confuso, mas muito perigoso na área francesa, uma fantástica recuperação de Erick Mendonça originou o terceiro tento, aos 29, com o universal a entregar a Tomás Paçó e a finalizar de forma certeira e paciente, tirando defesas do caminho.

Os gauleses não desistiam e, a pouco mais de cinco minutos para o final do duelo, apostou no '5x4', mas, praticamente na primeira ocasião, Bernardo Paçó rematou como pôde, acertou no poste e, a tentar um corte, Amine Gueddoura fez autogolo.

Ainda com alguns minutos para jogar, a final era cada vez mais uma certeza, mas a França ainda dispôs de um remate em cheio no poste, que, no entanto, não teve a capacidade de 'beliscar' a concentração dos lusos, que podem sonhar com o 'tri'.