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Madeira

Preços das casas na Madeira registam a 3.ª maior subida do país

Em Janeiro de 2026 registaram, em média, valorização de 16,8%

Foto Shutterstock
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O preço das casas na Região Autónoma da Madeira subiu 16,8% em Janeiro de 2026 face ao mesmo mês do ano anterior, segundo o índice de preços do idealista. "Comprar casa na Madeira tinha um custo de 3.761 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de Janeiro, tendo em conta o valor mediano", o que fez com que a Região Autónoma da Madeira tenha sido "a terceira região que mais subiu de preço nos últimos doze meses, depois da R. A. do Açores (19,8%) e Alentejo (19,2%)", afiança.

Mais relevante ainda é que "entre os municípios da ilha da Madeira, a maior subida anual foi registada em Ribeira Brava (50,8%), destacando-se de forma muito expressiva do conjunto analisado", seguindo-se "Santa Cruz (22,5%), Calheta (22,3%), Ponta do Sol (20,7%) e Câmara de Lobos (19,3%). O Funchal apresentou uma valorização mais moderada, com uma variação anual de 11,3%", garante.

Por isso, "no ranking dos preços medianos por metro quadrado, Calheta mantém-se como o município mais caro para comprar casa, com 4.234 euros/m2", mas de forma surpreendente, Ribeira Brava (3.912 euros/m2) supera o Funchal (3.901 euros/m2). "Logo depois surgem Ponta do Sol (3.514 euros/m2), Santa Cruz (3.012 euros/m2) e, por fim, Câmara de Lobos (2.995 euros/m2)", revela. "Já no Porto Santo, os preços subiram 41%, custando o metro quadrado, 3.843 euros".

A nível nacional, refere, "o preço da habitação subiu 13,1% nos últimos 12 meses, situando-se em 3.047 euros/m2", o que significa que na prática há 5 concelhos da Região que já superam a média nacional.

Ranking por cidades capitais de distrito e regiões autónomas

"Em Janeiro de 2026, os preços das casas à venda subiram em 18 das 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas", afiança. "As maiores subidas anuais registaram-se na Guarda (22,2%), Beja (21,9%) e Santarém (21,6%). Seguem-se Viana do Castelo (16,8%), Setúbal (15,7%), Coimbra (14,9%), Aveiro (13,9%) e Braga (13,2%). Aumentos também expressivos foram observados em Ponta Delgada (12,8%), Faro (11,8%), Funchal (11,3%) e Lisboa (11,2%). Já Castelo Branco (10,4%), Portalegre (10,2%), Leiria (9,9%), Porto (9,3%) e Bragança (7%) apresentaram subidas mais moderadas. Évora registou uma variação anual de 4%. A única descida anual verificou-se em Vila Real, onde os preços recuaram 5,2%", resume.

Para o ranking do Idealista, "Lisboa mantém-se como a cidade onde é mais caro comprar casa, com um preço mediano de 6.065 euros/m2. Seguem-se Porto (3.940 euros/m2) e Funchal (3.901 euros/m2)", refere. "No quarto e quinto lugares surgem Faro (3.419 euros/m2) e Setúbal (3.005 euros/m2). Logo a seguir posicionam-se Aveiro (2.847 euros/m2), Évora (2.452 euros/m2), Ponta Delgada (2.348 euros/m2), Coimbra (2.282 euros/m2), Viana do Castelo (2.233 euros/m2) e Braga (2.152 euros/m2). Com valores inferiores a 2.000 euros/m2 surgem Leiria (1.779 euros/m2), Santarém (1.697 euros/m2), Vila Real (1.360 euros/m2), Beja (1.315 euros/m2), Bragança (1.090 euros/m2), Guarda (1.032 euros/m2), Castelo Branco (987 euros/m2) e, por fim, Portalegre (963 euros/m2)".

Ranking por Distritos e ilhas

Analisando os dados mais recentes, "os preços das casas subiram em todos os 26 distritos e ilhas analisadas", garante o idealista. E "a maior subida anual foi registada na ilha de Porto Santo (41%), destacando-se de forma muito expressiva", assinala. "Seguem-se a ilha Terceira (24,4%), Guarda (22,3%), Viseu (21,3%), Setúbal (20,9%), ilha de São Jorge (20,7%) e ilha de São Miguel (20,1%). Com variações igualmente relevantes surgem ainda Castelo Branco (19%), Aveiro (17,9%), Santarém (17,4%), ilha da Madeira (16,4%), Viana do Castelo (15,6%), Faial (15,5%), Leiria (14,7%), Beja (14,2%), Braga (13,9%) e Lisboa (13%)".

Quanto a "subidas mais moderadas observaram-se em Évora (11,8%), Faro (11,2%), Portalegre (10,9%), Coimbra (10%), Porto (9,7%), Vila Real (5,1%), Pico (3,7%) e Bragança (2%). A única situação de estabilidade registou-se na ilha de Santa Maria, com uma variação anual de 0,5%", aponta.

Já "no ranking dos preços por metro quadrado, Lisboa lidera como o distrito mais caro para comprar casa, com 4.637 euros/m2, seguida por Faro (3.899 euros/m2), ilha de Porto Santo (3.843 euros/m2), ilha da Madeira (3.760 euros/m2) e Setúbal (3.235 euros/m2). Logo a seguir surge o Porto (2.998 euros/m2) e São Miguel (2.270 euros/m2)", frisa, destacando-se este facto de os preços, em média, no Porto Santo serem superiores à média da ilha maior.

"Com valores intermédios posicionam-se Aveiro (2.106 euros/m2), Leiria (1.965 euros/m2), Braga (1.874 euros/m2), Viana do Castelo (1.701 euros/m2), Terceira (1.684 euros/m2), Faial (1.663 euros/m2), Coimbra (1.604 euros/m2), Évora (1.602 euros/m2), Pico (1.600 euros/m2) e Santarém (1.524 euros/m2). Na parte inferior da tabela surgem a ilha de Santa Maria (1.424 euros/m2), ilha de São Jorge (1.391 euros/m2), Beja (1.356 euros/m2), Viseu (1.344 euros/m2), Vila Real (1.100 euros/m2), Castelo Branco (1.046 euros/m2), Bragança (924 euros/m2), Portalegre (913 euros/m2) e, por fim, a Guarda (851 euros/m2)", compõe.

Ranking por Regiões

Por fim, "nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda subiram em todas as regiões do país", confirma. "A maior subida anual foi registada na Região Autónoma dos Açores (19,8%), seguida do Alentejo (19,2%), da Região Autónoma da Madeira (16,8%), do Centro (15,3%) e da Área Metropolitana de Lisboa (15%). O Algarve apresentou uma valorização anual de 11,2%, enquanto o Norte registou a subida mais moderada (9,6%)", assinala.

Mas nos preços, "a Área Metropolitana de Lisboa, com um preço mediano de 4.322 euros/m2, continua a ser a região mais cara para comprar casa. Seguem-se o Algarve (3.899 euros/m2) e a Região Autónoma da Madeira (3.761 euros/m2). Logo depois surgem o Norte (2.459 euros/m2), o Alentejo (1.972 euros/m2) e a Região Autónoma dos Açores (1.952 euros/m2). O Centro, com um preço mediano de 1.734 euros/m2, mantém-se como a região mais barata para adquirir habitação", conclui.

Como se calcula o Índice

"Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados ​​os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado", explica o idealista. "Incluímos ainda a tipologia 'moradias unifamiliares' e descartamos todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado", refere.