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Vinícius Júnior condena alegados insultos racistas de Gianluca Prestianni

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Foto EPA/JOSE SENA GOULAO

O futebolista brasileiro Vinícius Júnior, do Real Madrid, condenou hoje os alegados insultos racistas proferidos pelo argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, na derrota 'encarnada' na abertura do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões.

"Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam de colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos. Eles têm ao lado proteção de outros que teoricamente têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e na da minha família", lê-se numa mensagem publicada pelo avançado dos 'merengues' através das redes sociais.

Vinícius Júnior decidiu a vitória dos espanhóis do Real Madrid sobre o Benfica (1-0), no Estádio da Luz, em Lisboa, para a primeira mão do play-off da fase a eliminar da Liga dos Campeões, tendo indignado o público 'encarnado' na comemoração do único golo do jogo, aos 50 minutos.

O avançado madrileno recebeu cartão amarelo pelos festejos e teve uma altercação com Gianluca Prestianni, que foi acusado pelo brasileiro de ter proferido alegados insultos racistas, na segunda partida disputada em quase três semanas entre as duas equipas na principal prova europeia de clubes, após o triunfo das 'águias' (4-2) na oitava e última jornada da fase de liga.

O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois, já depois de alguma confusão na zona técnica com elementos das duas equipas e do arremesso de objetos por parte dos adeptos para o relvado.

"Eu recebi cartão amarelo por comemorar um golo, ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como esta, ainda mais depois de uma grande vitória, mas é necessário", vincou Vinícius Júnior.

O alegado episódio de racismo também foi condenado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que se solidarizou com o avançado, habitual convocado pela seleção do seu país, detentora de cinco títulos mundiais.

"Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum. Vini, você não está sozinho. A sua atitude ao acionar o protocolo é exemplo de coragem e dignidade. Temos orgulho em você. Seguiremos firmes na luta contra todas as formas de discriminação. Estamos ao seu lado. Sempre", transmitiu o organismo, numa publicação nas redes sociais.

Real Madrid, recordista de troféus (15), e Benfica, triunfante em 1960/61 e 1961/62, voltam a medir forças em 25 de fevereiro, no Estádio Santiago Bernabéu, na capital de Espanha, com o vencedor da eliminatória a defrontar nos 'oitavos' o bicampeão português Sporting ou os ingleses do Manchester City.