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Forças norte-americanas retiram-se de base aérea perto da Jordânia

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As forças norte-americanas destacadas na Síria, no âmbito da coligação internacional antijihadista, retiraram-se da base aérea de al-Tanf, perto da fronteira com a Jordânia, revelaram hoje duas fontes militares.

"As forças norte-americanas retiraram-se completamente de al-Tanf hoje", e as forças sírias foram mobilizadas para as substituir, referiu uma fonte militar síria sob anonimato à agência France-Presse (AFP).

O Ministério da Defesa sírio enviou hoje tropas para preencher a lacuna deixada pela saída dos norte-americanos, acrescentou a mesma fonte.

A segunda fonte confirmou a retirada, especificando que as forças norte-americanas iniciaram este processo "há 15 dias".

Os norte-americanos "vão continuar a coordenar-se (com os sírios) a partir da Jordânia", acrescentou esta fonte.

No entanto, as forças da coligação internacional continuam destacadas no nordeste da Síria, em áreas que até há pouco tempo eram controladas pelas forças curdas.

Após a retirada de al-Tanf, as tropas norte-americanas estão agora destacadas principalmente na Base Aérea de Qasrak, na região de Hassakeh (leste), de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma organização não-governamental (ONG) sediada no Reino Unido e uma vasta rede de fontes na Síria.

Os Estados Unidos estabeleceram uma coligação internacional depois de o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ter tomado grandes extensões de território na Síria e no Iraque, em 2014, aproveitando a guerra civil.

O EI foi derrotado na Síria em 2019 por forças predominantemente curdas, apoiadas pela coligação. O grupo foi derrotado no Iraque em 2017.

No entanto, mantém células adormecidas nas zonas desérticas da Síria e continua a realizar ataques.

Em dezembro, um ataque atribuído pelos Estados Unidos ao EI matou dois soldados norte-americanos e um intérprete em Palmira, no centro da Síria.

Os Estados Unidos lançaram uma série de ataques aéreos de retaliação e as autoridades sírias anunciaram detenções.

Em novembro, a coligação internacional anunciou que a Síria se tinha juntado às suas fileiras, quase um ano após a queda do Presidente Bashar al-Assad, que foi deposto por uma coligação de grupos islamistas.

Desde que chegaram ao poder, as autoridades islamistas estão determinadas a retomar o controlo de todo o país, que foi fragmentado por 13 anos de guerra.