FrenteMar vai reforçar sinalética com coimas devido a desrespeito na Promenade da Praia Formosa
Apesar dos avisos de forte agitação marítima emitidos pelas entidades oficiais, voltou a verificar-se, ao longo do dia de hoje, o desrespeito pela sinalização de segurança instalada na promenade da Praia Formosa, com vários utentes a ignorarem as indicações de risco de afogamento e as interdições temporárias de passagem.
Perante a situação, a FrenteMar Funchal reforçou as medidas de contenção, colocando correntes a segurar as barreiras metálicas, numa tentativa de impedir a circulação para além das zonas consideradas perigosas, sobretudo em áreas de cota mais baixa, mais suscetíveis a galgamentos marítimos.
Em declarações ao DIÁRIO, a administradora da FrenteMar Funchal, Marília Andrade, explicou que a situação é recorrente e ocorre praticamente todos os dias, apesar do patrulhamento regular efectuado pelos nadadores-salvadores e da informação colocada no local.
"A zona mais crítica e onde se verificam mais desrespeitos à informação é a zona compreendida entre Praia Formosa e Câmara de Lobos, quem passa em frente ao hotel Orca Praia. É uma zona da promenade em que está numa cota mais baixa e, por vezes, com o pico da maré alta tem galgamentos. Infelizmente, todos os dias verificamos que desrespeitam a sinalização", explicou.
Segundo a administradora, a FrenteMar tem vindo a trabalhar em articulação com a Polícia Marítima e a Protecção Civil do Funchal e de Câmara de Lobos, tendo já decorrido reuniões no sentido de encontrar soluções mais eficazes para travar o acesso indevido a zonas de risco.
Uma das medidas em preparação passa pela alteração da sinalética existente, que passará a incluir, de forma explícita, a indicação das coimas previstas para quem desrespeitar as interdições e as vedações colocadas por razões de segurança. A coima já se encontra prevista na legislação, faltando apenas a implementação da nova sinalização para legitimar a sua aplicação no local.
A FrenteMar Funchal apela, uma vez mais, ao bom senso da população, alertando que o incumprimento das indicações representa um risco acrescido, sobretudo para crianças, idosos e pessoas com mobilidade reduzida, sublinhando que as restrições existem exclusivamente para salvaguarda da integridade física dos utentes.
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