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Madeira

Gomes acusa Albuquerque de "fazer os madeirenses pagar a vida de privilégios do poder"

Deputado do Chega diz que líder do Governo Regional deixa os problemas da Madeira sem resposta

Foto DR/CH
Foto DR/CH

O deputado do Chega (CH) Francisco Gomes acusou o Governo Regional de «nada fazer para resolver os problemas dos madeirenses», criticando as prioridades do executivo de Miguel Albuquerque durante uma audição na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República.

A audição foi dedicada às irregularidades que persistem no comércio electrónico e nos envios para as regiões autónomas, nomeadamente as recusas de venda e as dificuldades de entrega de encomendas na Madeira. Francisco Gomes, coordenador do CH naquela comissão, confrontou a representante regional presente com aquilo que considera ser a incapacidade do Governo Regional para encontrar soluções para problemas que afectam diariamente a população.

O deputado apontou, em particular, para despesas e investimentos do executivo que considera reveladores de uma inversão de prioridades.

"O Governo Regional tem 120 mil euros para estoirar numa viagem à Venezuela, tem meio milhão para um jantar nos Estados Unidos, tem oitenta milhões para o golfe e até há dinheiro para certos governantes comprarem apartamentos milionários como quem compra água. Mas quando chega a hora de resolver os problemas dos madeirenses, nunca há solução", afirmou.

Francisco Gomes acusou ainda o executivo de utilizar os impostos pagos pelos trabalhadores para sustentar aquilo que classificou como uma «máquina de poder», enquanto questões que se arrastam há anos continuam sem resposta.

"Os madeirenses levantam-se todos os dias para trabalhar, pagam impostos e fazem sacrifícios para sustentar um governo que é explorador e de rapina. Serve-se dos madeirenses para que sejam eles a pagar a conta, enquanto quem governa vive numa bolha de privilégios que é completamente diferente da realidade das famílias da Madeira", declarou.

O deputado do CH recuperou também o argumento de que, durante anos, o Governo Regional atribuiu a responsabilidade por vários dos problemas da Região ao poder central e defendeu que a actual conjuntura política deveria permitir encontrar soluções.

"Durante anos disseram que a culpa era de Lisboa e que bastava terem um governo da mesma cor política na República para os problemas da Madeira serem resolvidos. Agora têm. Qual é a desculpa?", questionou.

Francisco Gomes terminou a intervenção questionando quanto tempo e recursos serão ainda necessários para que, na sua perspectiva, o executivo regional passe a responder aos problemas concretos da população.

"Quantos almoços, viagens e milhões ainda têm de ser pagos até começarem finalmente a governar para quem trabalha? Ou o povo madeirense só interessa quando chega a hora de votar?", afirmou, questionando.