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Madeira

Amália Rodrigues morreu há 27 anos

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Foi há precisamente 27 anos que morreu o maior nome do fado. Amália Rodrigues continua a ser uma das imagens de Portugal e, aquando do seu falecimento, também o DIÁRIO prestou-lhe homenagem na edição de 7 de Outubro de 2026, dando conta da morte no dia anterior.

Na ocasião, João Carlos Abreu falou ao DIÁRIO sobre o elo que ligava a fadista à Madeira: as flores. Foi a bordo do Vera Cruz, aos 17 anos, que o madeirense encontrou Amália Rodrigues e desde aí tornaram-se amigos. Tinham falado pela última vez em Abril, com a artista a confidenciar-lhe que estava em fase de preparação uma opereta baseada na sua vida, com direcção de Filipe La Féria.

“A Amália personificava Portugal no mundo inteiro, era uma verdadeira embaixatriz, pela nobreza da sua alma, pela sensibilidade e por todo o magnetismo que transmitia”, afirmou João carlos Abreu, que a considerava uma “mulher do povo com um dom muito especial”.

Para João Carlos Abreu, Amália “amava a Madeira profundamente”, porque sempre que visitava a Região era muito bem recebida e, além disso, adorava as flores madeirenses. Aliás, sentia que o povo madeirense tinha por ela uma grande ternura. A primeira vez que visitou a Região, fez parar o trânsito na Rua 31 de Janeiro.

Por seu lado, Virgílio Teixeira afirmou que "a Amália era uma mulher giríssima, divertida e uma cantadeira sensacional”. “Foi, para mim, a mulher que mais divulgou a alma dos portugueses e sinto-me muito triste. É uma perda muito grande para Portugal”, disse o actor madeirense, que contracenou com a fadista em ‘O Fado’. Foi na sequência desse trabalho conjunto que acabariam por namorar, mas mesmo após o término da relação, continuaram amigos.

Também Alberto João Jardim fez questão de prestar homenagem à “amiga”. As sentidas palavras eram dirigidas pelo que “representa na cultura portuguesa, pelo que representa como símbolo de Portugal, pela grande amiga da Madeira que sempre foi, pela amizade que desde que entrei na política sempre teve comigo”.