JP assume necessidade de mais habitação mas sem comprometer planeamento urbano
A Juventude Popular assumiu a necessidade de se construir mais habitação, mas apontou igualmente os cuidados associados ao aumento da densidade habitacional, nomeadamente a capacidade das infraestruturas, transportes, equipamentos e serviços existentes para acompanhar o crescimento das zonas residenciais.
Esta foi uma das considerações tecidas na reunião com a Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitectos, no âmbito das 'Jornadas Construir Futuro — Casa, Família e Natalidade', desta feita dedicada à acessibilidade à habitação e à forma como o aumento da oferta pode ser conciliado com o planeamento e a qualidade urbana.
Para a juventude partidária do CDS. “a resposta ao problema da habitação passa necessariamente por aumentar a oferta, mas construir mais não pode significar construir de qualquer maneira ou em qualquer lugar”. “Não queremos resolver a falta de casas criando novos problemas de mobilidade, falta de serviços ou zonas residenciais isoladas. Habitação acessível tem de significar também habitação integrada, com qualidade e adequada à vida das famílias”, acrescenta.
Na reunião foram abordadas alternativas, como a construção modular, "que poderá contribuir para reduzir os prazos de execução, embora tenha de ser adaptada às características do território madeirense, nomeadamente à orografia, acessos e dependência do transporte de materiais do exterior".
Para a JP Madeira, deve também ser estudada uma maior utilização de materiais que possam ser produzidos, transformados ou incorporados regionalmente, reduzindo a dependência externa e incentivando a adaptação da própria indústria da construção.
“Também precisamos de pensar nas casas que estamos a construir. As necessidades de uma família hoje não são exactamente as mesmas de há 30 ou 40 anos. Precisamos de habitações mais eficientes, arejadas, funcionais e capazes de acompanhar a evolução dos agregados familiares”, conclui em comunicado a JP Madeira.