Cristianite, dos egos insuflados e outras maleitas humanas

A Madeira foi berço de um dos melhores jogadores de futebol. Durante 18 anos esteve nos píncaros da profissão. As redes transformaram-no numa estrela mundial.

A ambição e o perfeccionismo alimentaram uma vontade infinita de superação. Nesse caminho, milhões de pessoas procuraram inspiração.

Entretanto, o declínio mansamente foi chegando, mas o ego cego obnubila a razão. E, de recorde insignificante em recorde insignificante, a insistência começa a cansar os menos fanáticos.

Na Selecção, há quatro anos que os jogos se tornaram fastidiosos.

O Dinamarca x Portugal, feito teste do algodão, veio provar aquilo que muitos sabiam, mas calavam: a equipa agora joga melhor sem Cristiano.

Cristiano, na sua luta contra si mesmo, não soube avaliar a forma como o melhor jogador do mundo se despediu da sua selecção. Naquilo que pode ser apenas um até já, assim venha o povo do futebol reclamar a sua presença no próximo Mundial, Messi saiu pela porta grande.

A Cristianite arrisca tirar força a Ronaldo no seu afã de integrar o Olimpo futebolístico. Que não se torne num deus menor.

Roberto Carlos Cipriano Ferreira