PPM critica actual situação nacional
O Partido Popular Monárquico (PPM) assinala o Dia de Portugal, que se celebra hoje, 5 de Outubro, com uma reflexão sobre a história política do país e uma crítica à actual situação nacional.
Em nota à imprensa, o coordenador do PPM Madeira, Paulo Brito, recorda a formação do Reino de Portugal e destaca o período da Monarquia Constitucional, defendendo que "este modelo político servia melhor os interesses dos portugueses do que o actual sistema republicano".
O partido recorda ainda o regicídio de 1908, que vitimou o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, e a implantação da República em 1910. Sobre o período posterior, o PPM faz referência à instabilidade política da Primeira República, ao Estado Novo e ao processo revolucionário iniciado com o 25 de Abril de 1974. O 25 de Novembro de 1975 é apresentado pelo partido como um momento determinante para a consolidação da democracia em Portugal.
Na análise à actualidade, critica aquilo que considera serem problemas da governação, apontando para as dificuldades económicas sentidas pelas famílias, os problemas no acesso à saúde, os processos judiciais prolongados e as opções tomadas relativamente a empresas e serviços públicos.
Paulo Brito questiona, assim, o actual modelo republicano e defende o regresso à Monarquia Constitucional, argumentando que esta permitiria uma maior estabilidade institucional e uma menor dependência do poder político face aos partidos.
O PPM critica ainda a rejeição de propostas relacionadas com a redução do IVA sobre bens alimentares e do ISP, considerando que os portugueses não devem continuar a suportar os custos daquilo que classifica como "má governação".