Zelensky agradece ao chanceler alemão Merz visita surpresa a Kiev
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou hoje o seu agradecimento ao chanceler alemão, Friedrich Merz, pela visita surpresa que realizou a Kiev para apoiar a causa ucraniana na guerra contra a Rússia.
"O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, iniciou a sua visita à Ucrânia prestando homenagem aos defensores ucranianos que tombaram em combate. Agradecemos o respeito demonstrado aos nossos guerreiros e a solidariedade para com o povo ucraniano", escreveu Zelensky na sua conta na rede social X.
Merz chegou hoje a Kiev para uma demonstração de apoio à Ucrânia, num momento em que a capital Kiev enfrenta um recrudescimento dos ataques russos, que visaram novamente uma importante ponte que atravessa o rio Dnipro.
"É importante que, nestes tempos difíceis, a Alemanha esteja ao nosso lado, tanto em apoio, como em memória. Honra eterna a todos os defensores da Ucrânia que deram a vida pelo bem da Ucrânia e da Europa", acrescentou o chefe de Estado ucraniano, publicando fotografias suas com Merz numa homenagem à memória dos mortos.
A NTV, estação que acompanhava a visita do governante alemão, exibiu imagens dos dois líderes a caminhar por Kiev no preciso momento em que soavam sirenes de alerta aéreo na capital ucraniana.
Numa outra publicação na mesma rede social, o Presidente da Ucrânia publicou fotografias de uma visita de Merz à Academia Nacional de Ciências em Kiev, alvo de um ataque recente.
"Infelizmente, este ataque brutal tirou a vida de duas pessoas e feriu outras sete. O ataque visava especificamente a academia. Sabemos com certeza que foi um ataque deliberado, existem vídeos que comprovam isso", escreveu Volodymyr Zelensky, salientando que "os russos têm atacado a cidade desde a manhã" de hoje.
Duas das oito pontes de Kiev que permitem atravessar o rio Dnipro foram atingidas nos últimos dias por drones a jato russos, difíceis de intercetar, o que provocou enormes congestionamentos em grande parte da cidade.
Friedrich Merz justificou a sua deslocação a Kiev alegando que a "Ucrânia precisa de todo o nosso apoio nas próximas semanas".
"Se a Rússia não for parada, a sua máquina de guerra voltar-se-á contra nós, mais cedo ou mais tarde", alertou o governante alemão.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada em 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).