Marco Rubio visita Lisboa na próxima semana
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, visita Lisboa na próxima semana, no final de uma viagem, entre 05 e 08 de outubro, que o vai levar também à Islândia e à Grécia, anunciou hoje a diplomacia de Washington.
Em comunicado, o Departamento de Estado norte-americano indicou que, durante a deslocação a Lisboa, Marco Rubio pretende "reunir-se com as autoridades portuguesas e avançar na cooperação em matéria de defesa, economia e tecnologia".
Na capital portuguesa, o secretário de Estado tem encontros previstos com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com o seu homólogo, Paulo Rangel, disse à Lusa fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A viagem aos três países europeus começa em Reiquiavique, onde Rubio vai "discutir a colaboração económica e de segurança" entre a Islândia e os Estados Unidos (EUA).
Depois segue para Atenas para liderar a delegação norte-americana na sexta edição do Diálogo Estratégico EUA-Grécia, "que se centra na cooperação em matéria de defesa e segurança energética".
Esta próxima deslocação de Rubio à Europa, após visitas a países como Alemanha, França e Itália, decorre depois de repetidos apelos do Presidente norte-americano, Donald Trump, para que os aliados europeus aumentem as despesas de defesa dentro da NATO, enquanto abandonava o apoio bilateral à Ucrânia para enfrentar a invasão russa.
Trump manifestou ainda a sua frustração pela recusa dos parceiros europeus em juntarem-se à guerra contra o Irão, lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, e que desde então agravou a instabilidade no Médio Oriente e fez disparar os preços dos combustíveis em todo o mundo.
Durante a ofensiva contra a República Islâmica, Marco Rubio elogiou em maio Portugal como uma exceção e um aliado exemplar dentro da NATO, aludindo à utilização da Base das Lajes, nos Açores, que tem merecido críticas de partidos de oposição.
O ministro dos Negócios Estrangeiros português tem reiterado que a utilização da base militar continua sujeita a condições previamente estabelecidas por Lisboa, incluindo a exigência de que qualquer ação seja uma resposta a um ataque, respeite os princípios da necessidade e proporcionalidade.
Ao mesmo tempo, Paulo Rangel admite a revisão do acordo de utilização das Lajes, mas só depois do fim do conflito no Médio Oriente.
Em junho, Marco Rubio voltou a saudar Portugal como "um dos parceiros mais antigos e fiéis" de Washington.
"Os EUA e Portugal finalizaram o programa de parceria entre a Guarda Nacional do Illinois e as Forças Armadas Portuguesas, que irá reforçar a nossa cooperação militar", observou o secretário de Estado norte-americano, numa mensagem por ocasião do Dia de Portugal, em 10 de junho.
O chefe da diplomacia de Washington referiu-se também ao lançamento do Fórum CEO EUA/Portugal, "aprofundando as relações comerciais e conduzindo o crescimento económico na tecnologia e inovação digital" e à entrada de Portugal nos acordos não vinculativos Artemis para levar humanos à Lua e expandir a exploração espacial de Marte.
Portugal pondera também a substituição da sua esquadra dos caças F-16, que deverá estar incluída na nova Lei de Programação Militar, a ser apresentada ao parlamento ainda este ano, segundo adiantou à Lusa, em 19 de setembro, o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.
O negócio para a substituição dos aviões de combate está a ser disputado entre os norte-americanos da Lockheed Martin (que produzem os F-35 Lightning II), os suecos da Saab (Gripen E), o consórcio europeu que inclui a Airbus (caças Eurofighters Typhoon) e a Dassault (Rafale).