Plano de Recuperação e Resiliência desembolsou 15.178 ME até ao final de Setembro
O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) pagou 15.178 milhões de euros aos seus beneficiários até ao final de setembro, segundo o último relatório de monitorização.
Só na última semana foram pagos mais 117 milhões de euros.
O total de pagamentos corresponde a 69% do valor contratado e do aprovado, revelou o documento da Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
Com os maiores valores recebidos continuam a aparecer as empresas (5.435 milhões de euros), as entidades públicas (3.007 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (2.500 milhões de euros).
Seguem-se as empresas públicas (1.626 milhões de euros), as escolas (666 milhões de euros), as instituições do ensino superior (592 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (519 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (447 milhões de euros) e as famílias (387 milhões de euros).
Por sua vez, as aprovações de projetos estão agora em 25.190 milhões de euros, acima dos 25.144 milhões de euros anteriormente reportados.
Destacam-se as empresas (9.014 milhões de euros), as entidades públicas (4.742 milhões de euros), as autarquias e áreas metropolitanas (4.733 milhões de euros) e as empresas públicas (2.589 milhões de euros).
Surgem depois as instituições do ensino superior (998 milhões de euros), as escolas (995 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (884 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (735 milhões de euros) e as famílias (500).
Até quarta-feira, o PRR recebeu 545.012 candidaturas, sendo que 515.812 foram analisadas.
Já as candidaturas aprovadas fixaram-se em 408.608, menos 46.
O Governo aprovo, na quinta-feira, uma linha de financiamento de até 200 milhões de euros para garantir a conclusão das obras associadas ao PRR que ainda estão em curso.
"O que ficou hoje decidido no Conselho de Ministros é que vamos garantir que as obras que estão em curso não vão ficar paradas", afirmou, na quinta-feira, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, no 'briefing' após a reunião do Conselho de Ministros, que decorreu na Guarda.
Segundo o governante, as obras poderão ser concluídas desde que os respetivos beneficiários se comprometam a terminá-las até dezembro de 2027.
O PRR destina-se a implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.