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Madeira

Rendas na Madeira subiram 7,8% em Setembro

Segundo o idealista, arrendar casa na Região custa, em média, 15,9 euros por metro quadrado, enquanto no Funchal o valor chega aos 16,8 euros

Foto Depositphotos
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O preço das casas para arrendar na Região Autónoma da Madeira aumentou 7,8% em Setembro, face ao mesmo mês do ano passado, fixando-se em 15,9 euros por metro quadrado. Os dados são do índice de preços do idealista, cujo relatório anual de arrendamento foi divulgado hoje.

Apesar da subida anual, o valor registado em Setembro representa uma ligeira descida face ao máximo histórico de 16,2 euros por metro quadrado que tinha sido alcançado em Agosto.

No Funchal, a evolução foi igualmente de subida, com as rendas a aumentarem 7,4% nos últimos 12 meses. O preço mediano do arrendamento na capital madeirense situou-se nos 16,8 euros por metro quadrado. Já em Santa Cruz, o valor mediano foi de 12,3 euros por metro quadrado. Ou seja, um cubículo de 50 metros quadrados na capital pode custar 840 euros e no concelho vizinho pode custar 615 euros. Uma diferença de mais de 200 euros.

"A Madeira mantém em Setembro uma trajectória de subida consistente, com a região a crescer 7,8% e o Funchal a subir 7,4%. Apesar de o preço se afastar ligeiramente do máximo histórico de Agosto, a procura pelo arrendamento na Madeira continua a superar a oferta disponível", afirma Ruben Marques, porta-voz do idealista.

A nível nacional, o preço do arrendamento aumentou 6,1% nos últimos 12 meses, atingindo um valor mediano de 18,3 euros por metro quadrado.

Entre as capitais mais caras

Entre as 16 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, os preços das casas para arrendar aumentaram em 13 e diminuíram em três. A subida de 7,4% no Funchal ficou abaixo de Aveiro, Viana do Castelo, Bragança, Évora, Lisboa e Santarém nas maiores variações anuais.

Lisboa continua a apresentar o preço mediano mais elevado, com 25,1 euros por metro quadrado, seguida do Porto, com 19 euros, e do Funchal, com 16,8 euros.

Depois surgem Faro, com 14,8 euros por metro quadrado, Aveiro, com 14,4 euros, Setúbal, com 13,7 euros, e Coimbra, com 12,8 euros. Évora apresenta um valor de 12,6 euros, Viana do Castelo de 11,7 euros e Braga de 10,7 euros.

No extremo oposto, Castelo Branco apresenta o valor mais baixo entre as capitais analisadas, com 7,3 euros por metro quadrado, seguindo-se Vila Real, com 7,7 euros, Bragança, com 7,9 euros, Viseu, com 8,3 euros, Leiria, com 9,5 euros, e Santarém, com 9,7 euros.

No conjunto dos distritos e ilhas, os preços das casas para arrendar aumentaram em 14 dos 19 territórios analisados e diminuíram nos restantes cinco. A ilha da Madeira registou uma subida anual de 7,8%, situando-se nos 15,9 euros por metro quadrado.

O distrito de Lisboa lidera os preços, com 22,8 euros por metro quadrado, seguido de Faro, com 20,8 euros. O Porto apresenta um valor de 16,3 euros, enquanto a ilha da Madeira surge logo depois, com os tais 15,9 euros. Setúbal apresenta uma mediana de 14,4 euros.

Com valores acima dos 10 euros por metro quadrado encontram-se ainda a ilha de São Miguel, Aveiro, Coimbra, Leiria, Évora, Viana do Castelo e Braga.

A análise por regiões mostra que os preços das casas para arrendar aumentaram em seis das sete regiões portuguesas consideradas, tendo apenas o Norte registado uma descida, de 5,3%.

O Algarve apresentou a maior subida anual, de 15,2%, seguido do Alentejo, com 14,1%, e da Região Autónoma dos Açores, com 12,2%. A Área Metropolitana de Lisboa registou um aumento de 9,3%, enquanto a Região Autónoma da Madeira, com crescimento de 7,8%, só fica à frente do Centro (6,1%) e, como referido, do Porto que caiu.

Em termos de preços, a Área Metropolitana de Lisboa é a região mais cara para arrendar casa, com uma mediana de 22 euros por metro quadrado. Segue-se o Algarve, com 20,8 euros, e a Região Autónoma da Madeira, com 15,9 euros. O Norte apresenta um valor de 14,7 euros por metro quadrado, seguido do Alentejo, com 11,7 euros, dos Açores, com 11,3 euros, e do Centro, com 10,7 euros.

O índice de preços imobiliários do idealista passou entretanto por uma actualização metodológica, com novos filtros destinados a identificar e excluir produtos como o arrendamento sazonal ou de férias, que não correspondem ao mercado residencial convencional. A metodologia inclui ainda um processo reforçado de detecção de valores anómalos através de técnicas estatísticas.

Segundo o idealista, a nova metodologia foi aplicada retroactivamente a toda a série histórica, de forma a assegurar a comparabilidade dos dados. O índice é elaborado a partir dos preços de oferta dos imóveis anunciados na plataforma, sendo excluídos anúncios considerados atípicos ou com preços fora do mercado. O cálculo final resulta da mediana dos anúncios válidos em cada mercado.