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Ronaldo domina manchetes mesmo sem jogar pela Seleção

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A saída de Cristiano Ronaldo da concentração da Seleção continua a ocupar um lugar central na imprensa portuguesa, mas a vitória por 4-2 frente à Dinamarca abriu uma segunda frente nas capas. A resposta da equipa sem o capitão foi a melhor possível e isso, apesar da 'sombra' de CR7 a pairar, é o mais importante. Entre as questões desportivas, surgem ainda as consequências financeiras para a Federação Portuguesa de Futebol, o relacionamento com Jorge Jesus e as repercussões da sua saída, quiçá definitiva, do seleccionado luso. Ao mesmo tempo, os jornais generalistas mantêm outros temas fortes, da economia à política, passando pela saúde, habitação e justiça.

No semanário Expresso, o impacto da saída de Cristiano Ronaldo surge associado às consequências financeiras para a Federação, com o jornal a destacar que o capitão "deixou Federação com problema de milhões". A Seleção é apenas uma das grandes histórias da edição, que abre também espaço para os pedidos de ajuda de pessoas que têm trabalho e casa mas não conseguem dinheiro para comer. O jornal noticia ainda a produção, em Portugal, de lanchas rápidas destinadas ao tráfico de cocaína, a presença em Lisboa dos CEO da Lufthansa e da Air France interessados na TAP e o apelo de empresários e antigos ministros dos governos de Cavaco Silva e António Guterres a um executivo de bloco central. António Costa acusa o Ministério Público de "atentado ao Estado de Direito", enquanto o Expresso acompanha também o laboratório político de Marine Le Pen, seis meses antes das presidenciais francesas, e o documentário "NAZA", que provocou a reacção de Benjamin Netanyahu. A abertura de uma loja Tiffany na Avenida da Liberdade, a saída de Cláudia Azevedo da liderança executiva da Sonae, a candidatura de Lídia Jorge ao Nobel e a permanência de Cabreiro na PJ completam a primeira página.

No semanário Nascer do Sol, coloca-se em destaque a polémica em torno da Nova, noticiando que o Governo vetou Pacheco Pereira e Seixas da Costa, enquanto dá também espaço ao caso das gémeas, através da manchete sobre a mãe das crianças. A canábis medicinal surge em várias frentes: do cultivo de alta segurança ao projecto liderado por Ferraz da Costa e à escolha de João Goulão para representar os produtores. O 5 de Outubro e o discurso de António José Seguro, a eventual recandidatura de Cabecinha à liderança da Maçonaria e a posição do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre alegadas negociações com o Gana são outros temas. João Oliveira fala sobre a relação de Macau com o mandarim, enquanto uma sondagem coloca o Chega mais perto do PS e aponta para nova descida da AD. No plano internacional, Lula e Bolsonaro são apresentados como protagonistas de uma disputa eleitoral num Brasil que enfrenta, segundo a manchete, o risco de uma crise grave. O Papa Leão XIV e o Instituto Amaro da Costa fecham o conjunto de chamadas.

No Público, Cristiano Ronaldo aparece entre "a glória e a tragédia", numa edição que cruza o momento da Seleção com temas políticos, sociais e económicos. O jornal destaca o custo do CSI para a Segurança Social em 2027, superior a 700 milhões de euros, e revela novos elementos do caso das gémeas, segundo os quais o inquérito aponta para facilitação de acesso ao Hospital de Santa Maria. A ADSE e as alterações no pagamento dos tratamentos oncológicos também têm lugar de destaque. No plano internacional, o Público leva à capa uma reportagem no Brasil, em vésperas das eleições, e o documentário "NAZA", apresentado como um retrato de Israel que provoca rejeição entre israelitas. A Orquestra XXI e uma obra rara de Morton Feldman completam os principais temas.

No Correio da Manhã, a vitória da Seleção por 4-2 sobre a Dinamarca é apresentada como uma "exibição de classe" capaz de afastar a crise, enquanto o jornal revela que Luís Montenegro telefonou a Jorge Jesus e a Cristiano Ronaldo. A situação do capitão surge, assim, ligada à resposta da equipa dentro de campo. O CM dá ainda destaque ao caso das gémeas, com o Supremo Tribunal de Justiça a recusar investigar Marcelo Rebelo de Sousa, e à subida das pensões acima da inflação para a maioria dos reformados. Na área policial, a capa é marcada por imagens de um bombeiro acusado de roubar uma vítima em Mira-Sintra e por um socorrista do Cacém filmado a retirar um fio de ouro. A manifestação dos sapadores, que terminou com bastonadas, os juros do crédito bancário, o cadastro que afasta 62 professores das funções docentes e os 87 mil doentes que aguardam cirurgia há mais de seis meses completam a edição.

No Jornal de Notícias, a vitória da Seleção surge como "terapia de choque" depois da saída de Ronaldo, mas o jornal olha sobretudo para as consequências financeiras dessa saída: as receitas milionárias da Federação estão asseguradas até 2030, embora a FPF tenha perdido 700 mil seguidores em apenas 48 horas. O desporto é complementado pela notícia de que a despromoção do Rali de Portugal representa um prejuízo de 190 milhões de euros para o Norte e Centro. Fora do futebol, o JN destaca a abertura da Casa da Música aos videojogos, a "factura invisível" deixada pelas milhares de mortes anuais, os concursos nas Águas de Gaia que terão favorecido um empresário entre 2015 e 2017 e os riscos de escassez de vacinas da gripe devido ao atraso da OMS e à falta de reagentes.

No Diário de Notícias, a Seleção sem Ronaldo merece chamada de primeira página, com Portugal a vencer a Dinamarca por 4-2, mas o DN alarga o olhar às questões políticas e económicas. Pedro Duarte defende que não se deve remodelar o Governo apenas por causa de casos polémicos criados na comunicação social, enquanto a PSP avisa os agentes de que a permanência ilegal no país não constitui crime. Na economia, o jornal noticia a perda de 41 mil empregos em três meses, o maior apagão desde a pandemia, e a saída de Cláudia Azevedo da presidência executiva da Sonae. A visita de Marco Rubio a Lisboa, com defesa e tecnologia na agenda, e uma exposição que junta vestidos de Valentino e esculturas de Joana Vasconcelos completam a capa.

No Negócios é a economia que domina a primeira página, mas Ronaldo também surge associado a uma questão de maior dimensão: "Marca Portugal perde mais do que CR7". O jornal destaca ainda a maior queda em ano e meio no novo crédito à habitação, o fim de uma era na Sonae com a saída da família da gestão e a entrada de um novo CEO. No Brasil, Bolsonaro e Lula disputam uma eleição com a economia a perder força. O risco de Portugal regressar aos anos de subinvestimento público com o fim do PRR, a guerra comercial da Shein e da Temu com as taxas da União Europeia, as propostas superiores a mil milhões de euros pela TAP e os 618 mil euros já devolvidos pelos Estados Unidos à Navigator são outros dos grandes assuntos. Ana Rocha de Sousa fala sobre o momento em que decidiu "parar o mundo".

No O Jornal Económico, a saída de Ronaldo é traduzida sobretudo pelo impacto financeiro: a FPF prepara-se para perder receita sem CR7, com "900 milhões em jogo". A privatização da TAP domina igualmente a edição, com os candidatos a centrarem as propostas finais na componente financeira. O Orçamento surge associado à expectativa de poucas alterações nos impostos, enquanto o jornal aborda ainda o projecto de uma bomba atómica para libertar um "giga" de renováveis, o investimento de nove mil milhões de euros na Comporta e a expansão da rede do Crédito Agrícola. A escolha de Lisboa pela fabricante de ténis Veja para instalar a sua maior loja mundial e a "última viagem" do paquete Funchal completam a capa.

No O Jogo é uma das primeiras páginas que mais claramente transforma a saída de Ronaldo numa história sobre a resposta colectiva. "CR11" é o título escolhido para a vitória por 4-2 na Dinamarca, sublinhando que o colectivo ultrapassou a polémica com união, nervo e talento. Jorge Jesus garante que os nomes não interessam, mas apenas a vitória, enquanto Cancelo, Gonçalo Ramos, Vitinha e João Félix aparecem como marcadores de uma nova boa exibição. O jornal revela ainda que Ronaldo pretendia um pedido de desculpa público. No FC Porto, Chris Smalling prepara-se para a estreia frente ao Deportivo, enquanto Fran recorda um histórico duelo das meias-finais da Champions. Benfica e Sporting surgem com Tomás Araújo seguido por clubes ingleses e Irankunda em crescimento, enquanto Prestianni brilha pela Argentina e Ioannidis marca e assiste pela Grécia.

No A Bola, a vitória na Dinamarca recebe "elevada nota artística", com Portugal a poder festejar o apuramento para os quartos-de-final no domingo. Jorge Jesus surge em destaque com a frase "Não sei se o país está comigo, mas gostava", numa capa que também acompanha as consequências da saída de Ronaldo. No Benfica, a SAD acautela o futuro e coloca como prioritárias as renovações de Schjelderup, Rafa, Samuel Soares, Trubin e Prestianni. No Sporting, Ioannidis prepara-se para avançar para o onze. No FC Porto, Samu afirma que "o pesadelo já passou", enquanto Jota Silva garante que continua a não esquecer a transferência falhada para Alvalade.

E no Record, a primeira página do desportivo transforma a vitória por 4-2 nos "Portugolos" e sublinha que a Seleção permanece imune à polémica em torno da saída de Ronaldo. Portugal venceu o terceiro jogo e está a uma vitória do apuramento, enquanto Jorge Jesus afirma que "a equipa acredita no que faz". O treinador aborda ainda o choque com Ronaldo, garantindo ter a confiança "completamente tranquila", e o jornal revela que Montenegro telefonou ao técnico e ao avançado. Rafael Leão chama a Ronaldo "um ídolo de infância" e Gonçalo Ramos considera que foi uma grande exibição. Hojlund festejou à CR7 e empurrou Jorge Jesus no final. No futebol de clubes, o Sporting surge com a defesa em alerta para o jogo com o Braga, o Benfica vê o Colónia interessado no regresso de Kaminski e o FC Porto já conta com Smalling, convocado por Farioli.