Marcelo Rebelo de Sousa pede união em momento crucial da Seleção Nacional de Futebol
O ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se hoje a comentar a polémica existente na Seleção Nacional de Futebol, sublinhando a importância da união quando a equipa está "num momento crucial".
"Não iria falar aqui [sobre a saída de Cristiano Ronaldo do estágio da Seleção, na quarta-feira], o que importa é aquilo que nos deve unir", frisou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas.
O antecessor do atual Presidente da República, António José Seguro, falava à chegada ao Palácio de Congressos na ilha de La Toja, província de Pontevedra, na Galiza, Espanha, onde vai receber o Prémio Foro La Toja -- Josep Piqué, num cerimónia com a presença do rei de Espanha, Felipe VI, e do presidente do Governo Espanhol, Pedro Sánchez.
"Aquilo que nos deve unir é que temos uma seleção num momento crucial. Tem de ganhar hoje, tem de ganhar domingo. E portanto temos de estar todos juntos para que isso aconteça", disse.
Na quarta-feira, Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio da equipa das 'quinas' em Copenhaga, pouco depois de ter voltado a ser tema dominante na conferência de imprensa do selecionador Jorge Jesus.
Em Oslo, no último domingo, Ronaldo não saiu do banco frente à Noruega, apesar de ter estado a aquecer grande parte da segunda parte, e abandonou o relvado insatisfeito logo após o apito final, tendo falhado todos os treinos que se seguiram.
Nas suas redes sociais, Ronaldo confirmou ter falado com Pedro Proença, antes de abandonar o estágio, deixando a garantia de que "a seu tempo" dirá "a verdade a todos os portugueses sobre as razões que motivaram" a decisão de abandonar a comitiva.
A FPF confirmou, sem adiantar qualquer explicação, a saída do jogador que tem um recorde mundial de 234 internacionalizações, além de 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025.