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Madeira

Juventude Chega-Madeira acusa Governo Regional de “governar para os ricos e roubar o futuro aos jovens”

Foto Chega
Foto Chega

A Juventude Chega-Madeira acusa o Governo Regional de “não ter respostas para o povo nem para os jovens madeirenses” e considera que o executivo se transformou num governo “das elites, dos ricos e dos interesses instalados”, esquecendo a classe média, os trabalhadores e uma geração de jovens que enfrenta dificuldades para conseguir emprego, habitação e condições para construir a sua vida na Região.

Para a estrutura juvenil do Chega, os problemas que atingem a juventude não podem ser desligados de um modelo de governação que considera “profundamente viciado.” A Juventude Chega-Madeira acusa politicamente o executivo de estar “corroído por vícios e de viver, na sua opinião, mergulhado numa cultura de corrupção, amiguismo, compadrio, cunhas e favores.” 

“Temos um governo corroído por vícios, que nada num ambiente de corrupção, amiguismo, compadrio, cunhas e favores. Enquanto uns parecem ter sempre uma porta aberta, um contacto certo ou alguém que resolve, milhares de jovens madeirenses fazem tudo como deve ser, trabalham, estudam e esforçam-se e, mesmo assim, continuam sem conseguir construir uma vida digna na sua própria terra”, refere Renata Rocha, da Juventude Chega-Madeira.

 A Juventude Chega-Madeira considera ainda que este modelo "prejudica particularmente quem procura entrar no mercado de trabalho sem depender de relações políticas ou pessoais, ao mesmo tempo que a dificuldade de acesso à habitação condiciona a emancipação dos jovens, a constituição de família e a sua permanência na Região."

"Queremos uma Madeira onde um jovem consiga avançar pelo seu mérito e pelo seu trabalho, e não porque conhece a pessoa certa, pertence ao círculo certo ou tem alguém que lhe faça uma cunha. Este Governo construiu um sistema que protege quem está próximo do poder e deixa para trás quem quer trabalhar e vencer honestamente na vida", acrescente Henrique Mota, da Juventude Chega-Madeira.

A estrutura juvenil acusa ainda o executivo de "concentrar demasiada atenção nos grandes interesses económicos e nas elites, enquanto, segundo a sua leitura política, a classe média e aqueles que vivem do seu trabalho enfrentam salários insuficientes, habitação incomportável e uma progressiva deterioração da qualidade de vida."

"Quem trabalha, paga impostos e não vive de favores nem de subsídios parece ser sempre o último da fila. O governo tem atenção para os ricos, para as elites e para os interesses instalados, mas depois diz aos jovens que tenham paciência. Nós estamos fartos desta Madeira a duas velocidades!", salienta João Sousa, da Juventude Chega-Madeira.

Para a Juventude Chega-Madeira, a mudança desta realidade exige uma alteração profunda na governação regional e uma rutura com aquilo que considera ser uma cultura política consolidada ao longo de décadas.

"A Madeira só vai verdadeiramente andar para a frente quando este governo for substituído e tivermos um governo que coloque o poder ao serviço dos madeirenses, em vez de colocar os madeirenses ao serviço do poder. Os jovens não querem cunhas, favores ou privilégios. Querem oportunidades, uma casa que consigam pagar e uma terra onde possam construir o seu futuro pelo próprio mérito."