Costa defende resposta coordenada entre países à crise energética
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje uma "resposta coordenada" na União Europeia (UE) à crise energética relacionada com as tensões de Médio Oriente, pedindo "medidas específicas e temporárias" para aliviar preços.
"Estamos agora a debater a resposta da Europa aos elevados preços da energia", que "estão a exercer pressão sobre as famílias e as empresas, comprometendo a nossa competitividade", disse António Costa, numa publicação nas redes sociais.
"A União Europeia está a trabalhar numa resposta coordenada", acrescentou o líder da instituição que junta chefes de Estado e de Governo da UE.
De acordo com António Costa, "é essencial adotar medidas específicas e temporárias para aliviar este encargo e reduzir a volatilidade dos preços".
Também, "a longo prazo, temos de continuar a reduzir a dependência da Europa dos combustíveis fósseis", adiantou.
Os líderes da UE começam hoje em Bruxelas uma reunião de dois dias do Conselho Europeu para debater novas medidas para conter os preços da energia e avançar nas negociações do próximo orçamento comunitário, tendo ainda na agenda o apoio financeiro à Ucrânia.
A cimeira, que arranca hoje de manhã e deverá terminar na sexta-feira à tarde, decorre num contexto de pressão sobre os preços da energia, esperando-se que o Conselho Europeu peça à Comissão que apresente mais medidas para responder à crise energética.
Entre as medidas em preparação estão a otimização da capacidade das refinarias europeias, a agregação da procura de energia, maior coordenação no abastecimento de combustíveis e alargamento das ajudas estatais dos países às suas economias.
Bruxelas tem vindo, por seu lado, a rejeitar medidas como a criação de um imposto europeu sobre lucros extraordinários das empresas energéticas e o alargamento da flexibilização das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento para permitir aos Estados-membros maior margem orçamental para apoiar famílias e empresas face à subida dos preços da energia.
Portugal está representado nesta reunião de alto nível pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Luís Montenegro considerou hoje que compras conjuntas de energia na UE "não são solução" para a crise energética, e criticou o sistema europeu de formação dos preços.