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Sindicato dos Jornalistas assina apelo a líderes europeus para defenderem o AgoraEU

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O Sindicato dos Jornalistas (SJ) subscreveu uma carta aberta com outros 600 parceiros que exorta os líderes europeus a defenderem o AgoraEU, um programa plurianual que, pela primeira vez, destina verbas para o jornalismo, após propostas de cortes.

A presidência irlandesa propôs um corte de 30% no orçamento do AgoraEU, que tem uma dotação estimada de cerca de nove mil milhões de euros. A ser aprovado, seria o maior corte previsto para este programa, tirando cerca de 2,6 mil milhões de euros de financiamento a uma iniciativa destinada à sociedade civil.

"Para o jornalismo, o 'timming' desta proposta não podia ser pior. Os media perderam milhares de milhões de euros de receitas nos últimos anos, enfrentam riscos financeiros severos em praticamente todos os países da UE, os desertos de notícias espalham-se, nele medrando a desinformação, que se espalha como uma praga à boleia de novas tecnologias", lê-se no comunicado do SJ.

O AgoraEu destina uma parte significativa de apoio ao jornalismo, que agora os relatores europeus querem encurtar para 11,7% do total, pelo que o SJ, e as outras organizações signatárias, entendem que "o mínimo a alocar ao setor dos Media não pode ser inferior a 20% do bolo total".

O SJ afirma estar desde abril a "tentar sensibilizar o Governo português" para a importância da matéria para a democracia, e do projeto europeu, até agora, sem resposta.

"É deveras preocupante e lamentável a ausência de resposta da tutela, quando está em causa um financiamento europeu importante para atacar questões fundamentais como a proteção dos jornalistas, o pluralismo mediático e a liberdade de imprensa", asseverou o sindicato.