USAM associa-se à manifestação nacional de 17 de Outubro
União dos Sindicatos da Madeira apela à participação dos trabalhadores numa iniciativa convocada pela CGTP-IN
A manifestação no Funchal termina na Rua Dr. Fernão de Ornelas, onde haverá uma intervenção sindical
A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) vai associar-se, no próximo dia 17 de Outubro, à manifestação nacional promovida pela CGTP-IN sob o lema 'Vamos continuar a luta'.
A estrutura sindical apela à participação dos trabalhadores madeirenses numa jornada em que estarão em destaque reivindicações relacionadas com os salários, condições de trabalho, acesso à habitação, valorização das carreiras, contratação colectiva e qualidade dos serviços públicos.
Em comunicado, a USAM considera que o aumento do custo de vida, os preços da habitação e os salários que classifica como insuficientes continuam a condicionar a vida de muitos trabalhadores e respectivas famílias.
A organização aproveita também o momento de discussão das opções políticas e orçamentais para defender que o Orçamento do Estado deve dar resposta aos “problemas concretos de quem trabalha e vive do seu salário”.
Na Madeira, a USAM aponta igualmente para o agravamento das desigualdades e considera que o crescimento económico e os resultados de sectores com peso na economia regional não se têm traduzido numa melhoria proporcional das condições de vida da maioria da população.
A realidade económica da Região não pode continuar a assentar em baixos salários, precariedade, desvalorização das carreiras e obstáculos ao acesso à habitação.
Manifestação percorre centro do Funchal
O percurso anunciado para a iniciativa começa na Rua do Bom Jesus, seguindo pela Ponte do Bom Jesus, Rua 5 de Outubro, Ponte do Bazar do Povo, Largo do Phelps e Rua Dr. Fernão de Ornelas.
A manifestação termina junto à Feira dos Tecidos, onde está prevista uma intervenção sindical.
A USAM considera que os trabalhadores da Madeira têm “razões acrescidas” para participar na jornada e defende emprego seguro, salários dignos, horários regulados, contratação colectiva e reforço dos direitos laborais.
É tempo de exigir políticas que coloquem os trabalhadores e as suas famílias no centro das prioridades.