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Madeira

PS apresenta voto de louvor aos profissionais das áreas da saúde mental e cuidados paliativos

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PS apresenta voto de louvor aos profissionais das áreas da saúde mental e cuidados paliativos

O Grupo Parlamentar do Partido Socialista deu entrada, na Assembleia Legislativa da Madeira, de um voto de louvor aos profissionais que intervêm nas áreas da saúde mental e dos cuidados paliativos na Região.

A iniciativa surge por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental e do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, datas que se assinalaram no passado sábado, 10 de Outubro, e que, segundo a deputada Marta Freitas, constituem uma oportunidade para prestar um justo e sentido reconhecimento a todos os profissionais que, na Região, dedicam diariamente o seu conhecimento, a sua competência e a sua sensibilidade ao acompanhamento de pessoas em situação de sofrimento, doença, vulnerabilidade ou especial fragilidade, bem como ao apoio às respetivas famílias.

No que diz respeito à saúde mental, o PS destaca a importância de reconhecer o trabalho dos médicos psiquiatras e pedopsiquiatras, psicólogos, enfermeiros, médicos de medicina geral e familiar, assistentes sociais, terapeutas, técnicos de saúde e assistentes operacionais, bem como de todos os demais profissionais que intervêm na prevenção, diagnóstico, tratamento e integração comunitária das pessoas com problemas deste foro clínico.

Conforme salienta a parlamentar, o trabalho destes “é fundamental não apenas para tratar a doença mental, mas também para promover o bem-estar psicológico, identificar precocemente situações de risco, apoiar crianças, jovens, adultos e idosos, combater o isolamento e o estigma e assegurar que ninguém tenha de enfrentar sozinho os seus problemas de saúde mental”.

De salientar que, de acordo com os dados do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, em 2025 registaram-se 53.105 consultas de Psicologia e 14.260 de Psiquiatria, números que evidenciam o volume de cuidados prestados e a relevância do trabalho desenvolvido pelos profissionais destas áreas.

Marta Freitas não deixa, contudo, de alertar para o facto de a delegação regional da Ordem dos Psicólogos ter identificado, em outubro de 2025, necessidades de reforço de recursos humanos, de atualização dos instrumentos de avaliação e intervenção psicológica e de formação contínua, designadamente em serviços hospitalares e centros de saúde com maior pressão assistencial.

Na sua óptica, estes são alertas que demonstram que o reconhecimento do trabalho dos profissionais deve ser acompanhado pela preocupação com as condições em que exercem a sua missão. “A dedicação individual não pode substituir a necessidade de equipas suficientes, meios adequados, formação especializada e respostas de saúde mental acessíveis em tempo útil”, adverte.

Da mesma forma, através deste voto, o PS-M realça a importância de reconhecer o trabalho dos médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes operacionais e demais profissionais que asseguram o acompanhamento clínico, psicológico, social e espiritual dos doentes em cuidados paliativos e das suas famílias.

De acordo com a deputada socialista, trata-se de uma intervenção especializada, exigente e profundamente humana, desenvolvida por equipas multidisciplinares que, com competência técnica, sensibilidade e capacidade de escuta, procuram aliviar o sofrimento, proporcionar conforto e preservar a dignidade e a qualidade de vida, tanto em contexto hospitalar como no domicílio.

Dando conta que, em janeiro deste ano, havia 181 pessoas a beneficiarem destes cuidados (11 internadas na unidade do Hospital Dr. João de Almada e 170 acompanhadas no domicílio), Marta Freitas aponta também para a existência de uma lista de espera, com demoras que podem variar entre um e dois meses, particularmente no acesso à resposta de internamento. Uma realidade que, sublinha, deve merecer especial atenção, já que, “perante a doença grave e o sofrimento, o tempo de resposta pode fazer uma diferença decisiva na qualidade de vida dos doentes e das suas famílias”.

Também neste caso, e indo ao encontro das preocupações manifestadas pela Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, a parlamentar alerta para as desigualdades no acesso a estes cuidados e para a necessidade de dotar as equipas de mais recursos humanos e condições logísticas que lhes permitam chegar a um maior número de pessoas, incluindo no domicílio. “A garantia de acesso a cuidados paliativos não deve depender do local de residência, da capacidade económica ou da possibilidade de deslocação do doente. É particularmente importante assegurar respostas de proximidade, continuidade assistencial e apoio efetivo às famílias e aos cuidadores”, remata.