DNOTICIAS.PT
Madeira

Vereador do Chega no Funchal demarca-se da decisão do partido na Assembleia Municipal

Em causa, a intenção demonstrada, ontem, pela deputada municipal Carmo Gomes de remeter ao Ministério Público a designação de fiscal único para a Empresa Municipal SocioHabitaFunchal, medida aprovada pelo PSD/CDS e PS

Luís Filipe Santos quando prestava declarações aos jornalistas após a reunião de Câmara desta quinta-feira. 
Luís Filipe Santos quando prestava declarações aos jornalistas após a reunião de Câmara desta quinta-feira. , Foto ML

Luís Filipe Santos demarcou-se da intenção anunciada, ontem, pelo Chega, na reunião de Assembleia Municipal, de remeter ao Ministério Público o caso do fiscal único da SocioHabitaFunchal, defendendo que o processo deve ser melhor analisado antes de avançar para essa instância.

O vereador recordou que a matéria já passou por reunião de Câmara, onde “foram esclarecidos muitos dos elementos que suscitam dúvidas”, e afirmou não ser apologista de que, na política, “se mande para o Ministério Público permanentemente as coisas”.

Para Luís Filipe Santos, os eleitos devem primeiro “analisar melhor a documentação, colocar questões, colocar requerimentos” e só “em última instância” avançar com uma denúncia.

Questionado se esta divergência constitui um exemplo da autonomia que reclamou no regresso ao Chega, respondeu que, apesar de ter sido eleito pelo partido, rege a sua actuação "pelas dificuldades da cidade" e "pelos problemas dos funchalenses". E deixa uma garantia: "Não ando aqui em gincanas, não ando aqui em obediências cegas e muito menos com ameaças para o Ministério Público".