Marta Freitas defende implementação da triagem de Manchester nas urgências dos centros de saúde
"Os Serviços de Atendimento Urgente dos centros de saúde são uma peça fundamental da resposta do Serviço Regional de Saúde. Em 2024, realizaram 188.262 atendimentos, mais 7,4% do que no ano anterior. E apenas 9,1% dos utentes necessitaram de encaminhamento hospitalar", começou por referir Marta Freitas, na apresentação de um projecto de resolução que recomenda a implementação da triagem de Manchester nos atendimentos urgentes dos Centros de Saúde,
"Devemos garantir que todos funcionam segundo critérios de priorização clínica claros, uniformes e seguros. É isso que faz a Triagem de Manchester. Não se atende por ordem de chegada. Avalia-se o doente em função da gravidade da situação clínica, para que quem apresenta maior risco seja observado primeiro, e com a urgência e no tempo necessário", explica.
Em Abril de 2024, a Triagem de Manchester chegou aos cuidados de saúde primários, através do Serviço de Atendimento Urgente de Machico. Na altura, recorda, "o Governo Regional afirmou expressamente que seria brevemente alargada aos restantes centros de saúde com Serviço de Atendimento Urgente: Calheta, São Vicente, Porto Santo, Câmara de Lobos, Porto Moniz, Ribeira Brava, Santana e Bom Jesus". Até hoje, lamenta, "nada".
Para o PS, "universalizar a Triagem de Manchester significa criar uma linguagem clínica comum, perante sinais e sintomas equivalentes, aplicar critérios de prioridade equivalentes, independentemente da porta onde o cidadão entra".
Marta Freitas defende a "expansão aos restantes serviço de atendimento urgente, formação e certificação dos profissionais, articulação entre triagem telefónica, cuidados de saúde primários e urgência hospitalar; reforço da capacidade dos cuidados primários; e monitorização através de indicadores como tempos de espera, níveis de prioridade e referenciação hospitalar"