Abstenção na Madeira oscilou entre os 23 e os 57%
Confira as taxas de participação nas Presidenciais na Madeira e no País
A abstenção na Madeira nas 'Presidenciais' tem oscilado em cada sufrágio. Começou por registar 25,19% nas primeiras eleições, realizadas em 1976, desceu para os quase 23% em 1980 e chegou aos 57,29% em 2021, o que na prática representa uma variação acumulada de 32 pontos percentuais em 50 anos e de 34 entre os extremos opostos.
Numa análise à percentagem de votantes face aos inscritos ao longo da era democrática na Madeira constata-se que o recorde de participação, logo, a menor abstenção, foi registado em 1980 quando Soares Carneiro venceu na Madeira Ramalho Eanes, general que foi reeleito no País à primeira volta. Nessa altura, na Região votaram 77,46% dos inscritos, ou seja, apenas quase 23% prescindiram de votar.
As eleições Presidenciais com maior taxa de abstenção na Madeira foram as realizadas há cinco anos, a 24/01/2021. A reeleição de Marcelo só levou às urnas 42,71% dos inscritos, ou seja, a abstenção foi de 57, 29%.
Em termos de número de votantes, a eleição que mobilizou mais interessados na Madeira foi a realizada a 22/01/2006, a primeira de Cavaco Silva, com 134.791. Do lado oposto, o sufrágio que ditou a reeleição de Jorge Sampaio, a 14/01/2001, foi o que menos votantes teve (104.169).
Eis a cadência da participação na Região nas eleições Presidenciais já disputadas na era democrática:
27/06/76
107.256 votantes (74,81% dos inscritos)
07/12/1980
119.212 (77,46%)
26/01/1986
120 849 (69,34%)
16/02/1986
129.287 (74,22%)
13/01/1991
110.264 (57,98%)
14/01/1996
128 793 (62,99%)
14/01/2001
104.169 (49,26%)
22/01/2006
134.791 (58,19%)
23/01/2011
122.543 (47,92%)
24/01/2016
116.517 (45,50%)
24/01/2021
110.200 (42,71%)
Reeleição de Marcelo liderou a abstenção
No País, a eleição em que participaram mais eleitores, em termos absolutos, foi a de 1986, em que Mário Soares venceu Freitas do Amaral, com 5.880.078, logo seguida das presidenciais de 1980 em que Ramalho Eanes foi reeleito, derrotando Soares Carneiro, em que votaram 5.769.701 pessoas, sendo a eleição a que registou a abstenção mais baixa, com 15,8%.
A que menos eleitores (4.173.174) mobilizou foi em 2021, para a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, que obteve 52% dos votos a mesma percentagem com que foi reeleito Cavaco Silva em 2011. A abstenção nacional tem aumentado em todas as reeleições, excepto nas eleições de 1976 e de 1980, sendo que o acto eleitoral de 2021 teve a taxa de abstenção mais elevada (54,6%).
Número de inscritos na Região cresceram 80%
De 1976 a 2021, ano das últimas eleições presidenciais, o número de eleitores em Portugal aumentou 44%. Se forem incluídos nas contas os emigrantes, que passaram a votar a partir de 2001, o crescimento chega aos 70%. Esta é uma das conclusões do estudo da Pordata, a base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisa as dez eleições presidenciais realizadas em democracia.
Na Madeira, os habilitados a votar passaram dos 143.363 em 1976 para os 258.045 em 2021, o que representa um crescimento de 80%.