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Seguro acompanha "com muita preocupação" situação no país

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Foto Lusa

O candidato presidencial António José Seguro disse hoje acompanhar "com muita preocupação" a situação na Venezuela, país alvo de uma intervenção militar dos Estados Unidos, onde vivem cerca de 500 mil portugueses.

Relatos de explosões e ataques em várias zonas da Venezuela

Relatos de ataques e explosões em diferentes pontos da Venezuela começaram a circular nas últimas horas, alimentando um clima de forte tensão e incerteza, sobretudo em Caracas e em zonas com presença militar estratégica. A informação, difundida inicialmente através de mensagens privadas e redes sociais, aponta para ataques a infra-estruturas militares, edifícios oficiais e aeroportos.

"Eu estou a acompanhar desde muito cedo, com muita preocupação, o que está a acontecer na Venezuela. Nós temos cerca de meio milhão de portugueses a viver na Venezuela, e estou preocupado com essa situação", disse hoje durante uma ação de campanha no Mercado Municipal de Castelo Branco.

O candidato apoiado pelo PS disse, no entanto, aguardar "que as autoridades portuguesas se pronunciem sobre, verdadeiramente, o que é que aconteceu e qual é a posição que têm".

"Estou a recolher informações. Neste momento, ainda não tenho informações fidedignas. Espero voltar a falar sobre este assunto ao longo do dia. Mas há um princípio que eu quero aqui sublinhar: que é o princípio da defesa do Direito Internacional", vincou.

Para o candidato presidencial, "as relações entre os Estados devem ser pautadas pelo respeito, pela soberania e pela afirmação do princípio do Direito Internacional".

Questionado se já se poderia afirmar que há uma violação do mesmo, António José Seguro disse querer "recolher mais informação", mantendo a "preocupação" com a comunidade portuguesa.

O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos da América, após explosões na capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.

Venezuela "denuncia gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos

O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um "ataque em grande escala" no país.

Trump afirma na Truth Social que EUA capturaram Nicolás Maduro

Uma alegada publicação atribuída a Donald J. Trump, divulgada na rede social Truth Social, está a gerar forte impacto internacional ao afirmar que os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o Presidente Nicolás Maduro terá sido capturado e retirado do país, juntamente com a sua esposa.