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Eleições Presidenciais País

Mau tempo marca arranque da campanha e candidatos ponderam visitar zonas afetadas

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Foto JOSÉ COELHO/LUSA

O primeiro dia da campanha para a segunda volta das eleições presidenciais ficou marcado pelo rastro de destruição deixado pelo mau tempo, com Seguro e Ventura a lamentarem as mortes registadas e ponderarem visitar as zonas mais afetadas.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, cenário a que os dois candidatos a Belém não ficaram indiferentes no primeiro dia do período oficial de campanha.

António José Seguro foi o primeiro a pronunciar-se, lamentando as mortes na sequência do mau tempo e admitindo adaptar a agenda dos próximos dias para visitar zonas afetadas.

À margem de um almoço com apoiantes do setor da Cultura no Beato, em Lisboa, o candidato mais votado na primeira volta das presidenciais disse estar a acompanhar a situação junto de alguns presidentes de câmara.

Também em Lisboa, e antes de entrar para um encontro com estudantes da Universidade Lusíada, André Ventura lamentou as mortes na sequência da depressão Kristin e as consequências do mau tempo da última madrugada na vida de muitas pessoas.

Além da nota de solidariedade para com as populações afetadas, o candidato e líder do Chega, partido que o apoia, afirmou que espera, nos próximos dias, poder visitar algumas das pessoas afetadas, perceber "o que aconteceu e estar ao lado destas famílias", sem com isso "atrapalhar o trabalho das forças de proteção civil".

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, onde André Ventura estará em campanha na quinta-feira, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Além das consequências do mau tempo, o debate televisivo entre os dois candidatos na noite anterior parece ter deixado pontas soltas, com Seguro e Ventura a regressarem hoje a alguns dos temas do frente-a-frente.

Numa espécie de balanço do confronto, António José Seguro considerou que os portugueses não são extremistas nem divisionistas e perceberam as diferenças face a André Ventura.

O candidato apoiado pelo PS foi questionado acerca do debate televisivo de terça-feira, que considerou ter sido esclarecedor quanto a quem "é um candidato da Presidente da República", o próprio, e quem é "um líder partidário", André Ventura.

Quanto a si, insistiu que, se eleito, será "o presidente da estabilidade, não como um fim em si mesmo, mas como um meio para que os governos tenham condições para resolver os problemas dos portugueses".

Regressando também ao frente-a-frente, André Ventura voltou a afirmar que preferia que não fosse o Presidente a fazer a nomeação do Procurador-Geral da República, apesar de ter defendido essa posição na proposta de revisão constitucional do Chega em 2022.