Há 25 anos questionava-se a necessidade dos TPC
Viaje até à edição de 28 de Janeiro de 2001
Saem de casa cedo, com a agenda cheia, e regressam a casa com trabalhos para casa (TPC). Há 25 anos, o DIÁRIO noticiava que as crianças estavam à beira do ‘stress’, devido a uma agenda preenchida, questionando-se a necessidade dos trabalhos para casa.
Na notícia era referido que as mudanças na família nuclear, onde os pais trabalham fora de casa, e o facto de a vida profissional e a carreira passarem a ocupar os dois progenitores em igualdade de circunstâncias, levavam a que as crianças saíssem de casa muito cedo, com actividades que as tornavam em “pequenos adultos, quase profissionais”. Não era, por isso, de estranhar que o ‘stress’ infantil fosse um tema de preocupação para todas as famílias.
Questionava-se a necessidade dos TPC, que se transformavam em “autênticos martírios para toda a família”.
"Chegados a casa a horas mais tardias, os TPC são motivo de choro por parte dos mais pequenos, e de discussões por parte dos adultos, que se veem metidos entre cópias, ditados e contas, nos únicos momentos do dia em que têm algum tempo para estar com as crianças", lê-se.
Leia a notícia na íntegra:
Continuando a viagem por esta edição, os preços do peixe também eram motivo de alerta. Os preços do pescado nos últimos meses tinham atingido valores “nunca vistos”. O artigo referia que esta situação ocorria devido à “desconfiança dos consumidores em relação à carne de vaca”. Associada a este aspecto estava também a inexistência de regulamentação que impedisse um controlo sobre os preços.
Passando à secção ‘Casos do Dia’, uma notícia referia que um sem-abrigo tinha sido assaltado e agredido. Três pessoas terão interpelado do homem, levando-lhe um casaco de cabedal que vestia e alguns trocos que tinha no bolso. Foi também agredido por um dos homens, ficando com ferimentos numa das orelhas.
Por fim, na Índia, um sismo de intensidade 6,9 na escala de Richter fez 15 mil mortos.