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'Gigante adormecido' Itália procura no Funchal o primeiro título desde 2012

Foto Helder Santos/Aspress
Foto Helder Santos/Aspress

A Itália ostenta cinco títulos europeus no palmarés, mas não vence um Campeonato da Europa desde 2012, procurando inverter a tendência na 21.ª edição, no Funchal, ainda que assuma uma mentalidade "jogo a jogo".

Depois de duas vitórias no Grupo C, contra Croácia (24-12) e Sérvia (17-6), as italianas apontam ao pleno de vitórias na primeira fase, a caminho da Ronda Principal, e ao primeiro lugar, precisando de vencer a Turquia, que ainda não pontuou, na quinta-feira.

"O primeiro jogo foi bom, mas havia algumas emoções, por ser a estreia. Neste segundo, senti a equipa com mais confiança, especialmente na defesa. Jogámos melhor com a Sérvia do que com a Croácia. Agora, estamos prontos para acabar esta parte do torneio, contra a Turquia, e depois focarmo-nos na Ronda Principal", admitiu o selecionador, Carlo Silipo, em declarações à Lusa.

Sofia Giustini, uma das 'estrelas' da equipa, assumiu que o objetivo para as transalpinas "é passar em primeiro" e direcionar o caminho até às meias-finais, sem esconder a vontade de chegar "até à final".

A jogadora, de 22 anos, disse à Lusa que a equipa está motivada para o torneio, mas o técnico Carlo Silipo ainda vê margem "para melhorar muito nos próximos dias", focando-se em "viver a prova dia a dia".

Em 20 edições, as italianas nunca acabaram abaixo do sexto lugar, mas 'estagnaram' nos cinco triunfos - ao 'tri' de 1995, 1997 e 1999 juntaram-se as conquistas em 2003 e 2012 - e deixaram os Países Baixos, com meia dúzia de vitórias, ultrapassá-las no medalheiro global.

Hoje em dia, sustentou Sofia Giustini, a Itália alicerça-se numa "equipa muito jovem" com alguns focos de experiência, como a capitã, Roberta Bianconi, que, aos 36 anos, é uma das 'resistentes' dessa última conquista, tendo ainda uma prata olímpica, no Rio2016, e dois bronzes em Mundiais na carreira.

"Precisamos muito da Roberta pela sua experiência, mas também das mais novas, que fazem tanto por Itália. Somos uma mistura, uma boa equipa, dentro e fora da água", admitiu.

Carlo Silipi concorda com Giustini, liderando uma seleção vista como uma 'outsider' no lote de favoritas à conquista do torneio, mas com dois triunfos 'na mão' e a expectativa de melhoria ao longo da competição.

"Há muitas jogadoras talentosas, ainda jovens, na seleção, mas é importante ter perto delas a Roberta Bianconi, como a Marletta e a Tabani. Esta mistura de jogadoras pode dar-nos mais confiança e consistência no nosso jogo", disse.

Para Giustini, já campeã da Europa, mas de clubes, pelas espanholas do Sabadell (2023-24), o facto de Itália não vencer uma grande competição há mais de uma década - e o último título mundial ser de 2001, o último ouro olímpico de 2004 - não significa que no futuro não possam "voltar ao primeiro lugar".

"Todos os anos o polo aquático cresce. Em Paris2024, a Grécia ficou fora das medalhas e, no ano seguinte, foi campeã do mundo. Estamos a crescer para o futuro. Vamos ver", desafiou.