Seguro defende presença de Portugal na NATO e pede resolução diplomática dos conflitos
O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje a presença de Portugal na NATO, salientando a importância de ter parceiros que garantem a defesa do país, e pediu uma resolução dos conflitos mundiais "pela via pacífica e diplomática".
António José Seguro reuniu-se esta tarde, em Lisboa, com vários especialistas em política internacional, como Ana Santos Pinto, Bernardo Ivo Cruz ou Teresa Violante, tendo, em declarações aos jornalistas no final, apenas abordado questões internacionais, começando pela defesa da presença de Portugal na NATO e da União Europeia.
"Quero reafirmar a nossa manutenção nas alianças quer da NATO, quer da União Europeia. Nós precisamos de parceiros para garantir a nossa defesa e a nossa segurança e simultaneamente também de parceiros para garantir a nossa prosperidade. E isso é essencial. Dito isto, há muito trabalho de casa a fazer, quer no seio da União Europeia, quer no seio do nosso país", sublinhou.
Seguro disse estar a fazer esse trabalho e deixou a garantia aos portugueses de que procurará assegurar "que o consenso que existe em termos de forças políticas do nosso país se possa manter perante os desafios pela frente, garantindo o aprofundamento da autonomia estratégica quer de Portugal, quer da Europa", disse.
"Assegurar também maiores capacidades do ponto de vista de comando e do ponto de vista operacional das nossas forças armadas", enfatizou.
Questionado sobre o discurso do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, em Davos, Seguro afirmou conhecer a sua intervenção, bem como a de outros líderes mundiais e frisou a importância da "resolução dos problemas no mundo pela via pacífica e pela via diplomática", lembrando que, no debate entre todos os candidatos à primeira volta, sugeriu uma reunião de líderes políticos da NATO sobre a questão da Gronelândia.
O antigo líder do PS sublinhou que o seu papel como candidato a Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas é "assegurar aos portugueses que está a seguir com bastante atenção" a situação internacional "ouvindo os principais especialistas do país para garantir que as condições de segurança e defesa do país se manterão e reforçarão"
Inquirido sobre se este encontro sobre política internacional tem como objetivo distanciá-lo de André Ventura, o candidato apoiado pelo PS afirmou que "não precisa de fazer essa diferenciação agora".
Seguro foi também questionado sobre a realização de apenas um debate com André Ventura, ao contrário dos três propostos pelo adversário, mas escusou-se a fazer qualquer comentário, remetendo a organização dos frente-a-frente para a sua equipa de comunicação.
Sobre se acha se um confronto será suficiente para esclarecer os portugueses, o candidato respondeu apenas que este "será o 31º debate".
Em relação às notícias que dão conta de que Luís Marques Mendes e Aníbal Cavaco Silva deverão apoiá-lo na segunda volta, António José Seguro recusou fazer qualquer comentário.