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Madeira

Nova Direita denuncia alegadas irregularidades no registo de horas no SESARAM

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Foto ASPRESS (2020)

O Partido Nova Direita afirmou esta quinta-feira, 22 de Janeiro, ter recebido denúncias de funcionários de um serviço específico do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) relativas a alegadas irregularidades no registo de horas de trabalho.

Em nota emitida, o coordenador do partido, Paulo Azevedo, refere que as denúncias apontam para a existência de “um grupo de pessoas dentro do serviço que marca horas que não trabalha, marca feriados que não trabalha e folgas trabalhadas que, na realidade, não aparecem ao serviço”, situação que, segundo o responsável partidário, estará a prejudicar outros funcionários.

Segundo Paulo Azevedo, foi enviado hoje um pedido de esclarecimentos por correio electrónico à secretária regional da Saúde, Micaela Freitas. O coordenador da Nova Direita considera que, “a confirmar-se”, a situação descrita nas denúncias “é grave”.

Ainda segundo Paulo Azevedo, os funcionários que terão denunciado internamente o alegado esquema afirmam que, apesar de o problema já ter sido comunicado “aos órgãos competentes”, terá começado a existir “perseguição aos funcionários que estão contra este esquema”.

O coordenador do partido associa estas alegadas irregularidades à inexistência de um sistema de controlo de assiduidade por leitura biométrica. “Isto acontece por não existir o sistema de leitura biométrica”, afirma Paulo Azevedo.

O DIÁRIO noticiou a 17 de Janeiro que, depois de várias tentativas falhadas, um histórico conturbado e contestações judiciais, o Serviço Regional de Saúde vai instalar um novo sistema biométrico de registo de presenças de médicos, enfermeiros e outros trabalhadores. A empresa que venceu concurso público tem meio ano para pôr o mecanismo a funcionar.

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Paulo Azevedo refere que, segundo as denúncias recebidas, o registo de horas a ser feito “em cadernos (folhas)”, o que, na sua perspectiva, “facilita a criação desta fraude”.

O responsável da Nova Direita afirma ainda que, caso não exista “uma resposta ou um esclarecimento público” por parte das entidades competentes, o partido irá apresentar queixa junto do Tribunal de Contas e do Ministério Público.