Opositor Edmundo González pede libertação de todos os detidos injustamente
O opositor venezuelano Edmundo González Urrutia pediu hoje a libertação de "todas as pessoas detidas injustamente", após a libertação do seu genro, Rafael Tudares, ao fim de mais de um ano, "um alívio" para a família.
"A libertação de Rafael não apaga o que aconteceu. Pelo contrário, reforça uma exigência que ainda está totalmente em vigor. Liberdade para todas as pessoas injustamente detidas e garantias reais de não repetição", afirmou Edmund González, numa mensagem em vídeo, divulgada nas redes sociais.
O ex-candidato da oposição venezuelano, que reclama vitória nas eleições presidenciais de julho de 2024, adiantou que a libertação de Rafael Tudares, seu genro, "foi finalmente confirmada", após um ano "marcado pela incerteza, silêncio e angústia vividos por aqueles que passaram pela ausência forçada de um familiar".
"Esta notícia traz alívio, antes de mais, à sua família", comentou Edmundo González, atualmente exilado em Espanha.
Na Venezuela, prosseguiu, "há homens e mulheres que continuam a ser privados de liberdade por razões políticas, sem garantias, sem devido processo e, em muitos casos, sem verdade".
"Estas pessoas não deveriam estar presas e cada dia de privação de liberdade prolonga uma violação que continua em aberto", disse.
As autoridades venezuelanas libertaram hoje Rafael Tudares, "depois de 380 dias de detenção injusta e arbitrária e tendo suportado, por mais de um ano, uma situação desumana de desaparecimento forçado", disse a mulher, Mariana González.
Tudares tinha sido condenado à pena máxima de 30 anos de prisão por ter sido considerado culpado de atividades consideradas terroristas, após ser detido em janeiro de 2025 por homens encapuzados enquanto transportava os dois filhos para a escola.
A família Tudares continuou na Venezuela depois do exílio do opositor de Maduro em Espanha, a seguir às eleições de 28 de julho de 2024.
Edmundo González descreveu a condenação do seu genro como um ato de retaliação por ter acusado o Presidente Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos no início de janeiro, de fraude eleitoral.