Cobertura vacinal na Região variou entre 91,4% e 97,4% em 2024
A cobertura vacinal na Região Autónoma da Madeira, em 2024, em crianças que completaram 1 ano de idade diminuiu em todos os tipos de vacinas administradas, oscilando entre 95,7% (Vacina contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis B – segundas inoculações) e 97,4% (Vacina conjugada contra infeções por Streptococcus Pneumoniae de 13 serotipos – segundas inoculações). A informação foi divulgada, hoje, pela Direção Regional de Estatística da Madeira.
Segundo a mesma fonte, nessa faixa etária, face ao ano anterior, a maior redução ocorreu na cobertura da Vacina contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis B (segundas inoculações), que diminuiu 3,3 pontos percentuais (p.p.). A Vacina contra infeções por Streptococcus pneumoniae de 13 serotipos registou uma quebra 1,5 p.p., enquanto as restantes vacinas, com uma cobertura de 97,1%, diminuíram 1,4 p.p..
"Neste grupo etário, todas as vacinas registaram em 2024 as taxas de cobertura mais baixas da série iniciada em 2017, embora permaneçam acima do limiar de 95% associado à imunidade de grupo. A única excepção é a Vacina conjugada contra infeções por Streptococcus pneumoniae de 13 serotipos (segundas inoculações), cuja taxa mínima da série ocorreu já em 2022 (97,4%), tendo aumentado 1,5 p.p. em 2023", indica a DREM.
Já nas crianças que completaram 2 anos de idade, em 2024, a cobertura vacinal variou entre 91,4% e 96,2%. As primeiras inoculações da Vacina contra o sarampo, da Vacina contra a parotidite epidémica e da Vacina contra a rubéola atingiram 96,2%, superando a meta de 95%, apesar de ter sido registada uma diminuição de 2,2 p.p. face a 2023.
As quartas inoculações da Vacina contra a doença invasiva por Haemophilus influenzae, da Vacina contra a difteria, da Vacina contra o tétano, da Vacina contra a tosse convulsa/perpussis e da Vacina inactivada injectável contra a poliomielite registaram uma cobertura vacinal de 94,6%, valor inferior à meta, mas que representa um aumento de 0,4 p.p. relativamente ao ano anterior. Já as coberturas da Vacina contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis C (dose única) (93,6%) e da Vacina contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis B (terceiras inoculações) (92,4%) diminuíram 4,3 p.p. em relação a 2023. A Vacina conjugada contra infecções por Streptococcus Pneumoniae de 13 serotipos (terceiras inoculações) apresentou a menor cobertura deste grupo (91,4%), registando a maior quebra, de 5,0 p.p., sendo este o primeiro ano em que se posicionou abaixo da meta.
Por fim, a cobertura vacinal das crianças que completaram 6 anos aumentou 0,5 p.p., face a 2023, nas segundas inoculações das vacinas contra o sarampo, a parotidite epidémica e a rubéola, atingindo uma cobertura de 95,3%. Nas restantes vacinas, a cobertura manteve-se inalterada, situando-se nos 94,4%.