Cibercrime domina investigações da PJ na Madeira
Mais de 70% da criminalidade investigada está relacionada com crimes informáticos
Mais de 70% da criminalidade investigada pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária da Madeira está relacionada com crimes informáticos, revelou o director José Matos.
"Relativamente ao cibercrime em geral, este representa actualmente a maior parte dos processos em investigação na Polícia Judiciária, sobretudo crimes contra o património, como burlas informáticas, que afectam tanto as crianças, os jovens e adultos", explicou.
Quanto ao ciberbullying e outros crimes especificamente direccionados a menores, os números ainda não estão totalmente apurados, mas são considerados relativamente reduzidos. "Relativamente ao ciberbullying na Madeira, existem dados recentes referentes ao ano passado, mas ainda não estão totalmente apurados. Mas, de qualquer forma, não dispomos de números muito expressivos", afirmou.
"No entanto, são fenómenos que podem escalar rapidamente. Recordo, por exemplo, o caso do 'Jogo da Baleia', que surgiu de forma repentina e levou a situações extremamente graves e alarmantes", sublinhou, à margem da sessão informativa do videojogo 'Rayuela', promover comportamentos seguros no espaço digital, alertando para fenómenos como o ciberbullying, o 'grooming', o aliciamento e a pornografia de menores.
Madeira recebe videojogo europeu de prevenção do cibercrime infantil
Região já conta com 21 escolas inscritas
A Polícia Judiciária está a implementar nas escolas da Região Autónoma da Madeira este videojogo educativo destinado a alertar crianças e jovens para os perigos da internet, no âmbito de uma estratégia de prevenção do cibercrime que envolve o sistema educativo.
"Na Madeira já temos 21 escolas inscritas", sublinhou Ricardo Vieira, inspector-chefe Ricardo Vieira, da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica.