Sem saudade do presidente de facção

O afilhado e delfim de Marcelo Caetano, Marcelo Rebelo de Sousa é um presidente de facção. Lido, culto e por vezes eloquente, foi no seu primeiro mandato, ‘’amigo’’ da solução da maioria reformista de esquerda, porque não tinha alternativa....

Lembremo-nos: António Costa, seu ex-aluno e reverente, lançou-o para o segundo mandato. A paga foi despedi-lo sem justa causa...

Chegados aqui, esteve ansioso e, porque nada tinha a perder, usou a 3ª ‘’bomba atómica’’, dissolvendo o Parlamento(!). A ideia foi colocar o seu partido, PPD/PSD no poder, conseguindo-o.

Filho de um ministro do Estado Novo(eufemismo de Estado fascista), é um democrata reciclado por conveniência.

Assistencialista caritativo convicto, pode matar a fome mas, não mata a pobreza. Esta é tão bem-vinda e conveniente à direita, de onde é oriundo, porque a pobreza de mão estendida, é dócil, submissa, mão-de obra barata e por aí adiante....A pobreza com dignidade não baixa a cabeça!

O presidente/comentador, extravasou competências, foi elaborado num canal de TV, para se alcandorar à presidência....Não esquecemos que escreveu no Diabo, pasquim de extrema-direita fascizante.

Na reforma dourada, terá as mordomias no Palácio da Cidadela, Cascais, pagas pelos tansos fiscais (leia-se contribuintes). Não foi carne nem peixe nem arenque vermelho, não deixando saudades!

Vítor Colaço Santos