Bruxelas avisa que não haverá prolongamento do prazo do PRR
A Conselheira Económica da Comissão Europeia Annika Breidthardt avisou hoje, em Lisboa, que não haverá um prolongamento no prazo do PRR, que termina em 2026, e destacou o empenho de Portugal.
"Não haverá um prolongamento do prazo. Ainda há muito trabalho pela frente e a concretização das medidas representará um esforço muito importante", avisou Breidthardt, que falava em Lisboa, numa sessão organizada pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
Annika Breidthardt destacou o esforço diário que todos os beneficiários estão a fazer para cumprir os objetivos do PRR, bem como o "trabalho árduo" realizado pela Recuperar Portugal, responsável pela monitorização do plano.
"Tenho a certeza de que este trabalho vale a pena. Vamos conseguir construir um Portugal e uma Europa mais forte, resiliente e competitiva", sublinhou.
A Conselheira Económica da Comissão Europeia lembrou que, há cinco anos, Portugal quis ser o primeiro a apresentar o seu plano e que atingiu esta meta.
"Eu pensei: como é que vamos conseguir isso tudo? Hoje, passados cinco anos, aqui estamos e a resposta à minha pergunta está aqui à minha frente e em todo o país", assinalou.
Breidthardt referiu que, muitas vezes, o foco é colocado na implementação do PRR, mas considerou importante olhar para aquilo que o Mecanismo de Recuperação e Resiliência conseguiu não só em Portugal, mas na Europa.
Bruxelas recordou que este mecanismo surgiu da crise provocada pela pandemia da covid-19 e que tudo foi alcançado "num contexto difícil", marcado pela invasão da Ucrânia pela Rússia, pela crise energética e pela inflação, bem como pelos problemas nas cadeias de abastecimento e por desastres climáticos.
O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.
Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.