Manchas de fuelóleo poluíam costa Norte há 25 anos
‘Canal Memória’ recua ao ano 2000
A presença de manchas de sujidade no mar da Madeira estava a preocupar os autarcas locais há 25 anos. A situação não era nova.
A 11 de Novembro de 2000, o DIÁRIO noticiava que, na Costa Norte, nomeadamente entre o Seixal e o Porto da Cruz, era possível perceber a presença de grandes manchas de fuelóleo no mar. Inicialmente, houve quem apontasse que se tratasse da presença de detritos de um derrame ocorrido nas instalações da Shell, na Praia Formosa, em Outubro. No entanto, percebeu-se que tal não era possível.
A explicação para esta sujidade era a lavagem de porões de um petroleiro em alto-mar, uma prática que era algo comum, mas que acarretava não só impactos visuais, mas também ambientais. Os surfistas deixaram de ir ao mar e alguns barcos de pesca também não saíram devido a essas manchas.
Duarte Mendes, presidente da Câmara Municipal de São Vicente, mostrava-se inconformado com a situação e, por isso, pedia maior vigilância das autoridades com competência para travar estas práticas.