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Madeira

Protecção Civil emite aviso à população devido à depressão Claúdia

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento do estado de tempo no arquipélago da Madeira a partir da madrugada de quarta-feira, amanhã, até à tarde de domingo, 16 de Novembro, na costa Sul e zonas montanhosas devido aos impactos da depressão Cláudia, centrada a Sudoeste das ilhas britânicas e quase estacionária.

De acordo com a Protecção Civil, prevê-se precipitação por vezes fortes e acompanhados de trovoadas e localmente intensos em especial nas  madrugadas de quarta-feira (dia 12) e quinta-feira (dia 13) e vento moderado (20 a 35 km/h) de Sul/Sudoeste, por vezes forte (até 40 km/h), em especial nos extremos, Leste e Oeste, da ilha da Madeira, com rajadas até 65 km/h, soprando forte (35 a 50 km/h) nas terras altas,  com rajadas da ordem de 90 km/h.

Quanto ao estado do mar, na costa Norte da ilha da Madeira e no Porto Santo, as ondas serão de Noroeste entre 3 e 3,5 metros, aumentando no dia 14 para 3,5 a 4,5 metros. Na costa Sul, as ondas serão de Sudoeste entre 1,5 a 2,5 metros, sendo de 2,5 a 3,5 metros na parte mais Oeste.

Em função das condições meteorológicas previstas, diz ser expectável a possibilidade de queda de ramos ou árvores, bem como de afectação de infraestruturas associadas às redes  de comunicações energia; arrastamento para as vias rodoviárias de objectos soltos ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas e objetos, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com  veículos em circulação ou transeuntes na via pública; piso rodoviário escorregadio, devido à possível formação de lençóis de água; ocorrência de inundações em zonas urbanas e dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis.

O Serviço Regional de Protecção Civil recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adopção de comportamentos adequados. Em particular, nas zonas historicamente mais vulneráveis e nas áreas mais expostas, recomenda a adopção das seguintes medidas preventivas: garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objectos que  possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas; garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas; ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte; ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais; adequar os comportamentos e as atividades à situação meteorológica prevista, evitando as viagens para zonas afectadas ou movimentos desnecessários; não circular por zonas com prédios degradados, devido ao risco de derrocadas; especial cuidado nas zonas montanhosas, vertentes expostas e zonas costeiras e estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.