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Juiz retira acusações contra ativista Greta Thunberg por bloquear conferência

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Um juiz britânico decidiu retirar acusações contra a ativista ambiental Greta Thunberg por perturbar a ordem pública durante uma manifestação em Londres contra a indústria de hidrocarbonetos, em outubro de 2023.

No segundo dia do julgamento, o juiz do Tribunal de Magistrados de Westminster John Law considerou que os polícias responsáveis pela segurança da manifestação tinham imposto condições "ilegais" e não tinham sido suficientemente precisos nas ordens que deram à sueca de 21 anos, que foi julgada com outros quatro manifestantes.

No total, 26 ativistas foram detidos no dia 17 de outubro de 2023 por dificultarem o acesso ao Energy Intelligence Forum, conferência que reuniu executivos das principais empresas de petróleo e gás num hotel da capital britânica.

A jovem tinha sido processada por não ter cumprido a ordem da polícia londrina de não bloquear o acesso ao hotel onde decorreu o encontro e arriscava uma multa de 2.500 libras (cerca de 2.900 euros).

Numa audiência anterior, em novembro, Greta Thunberg declarou-se inocente, tal como os outros quatro ativistas que compareceram a seu lado.

O juiz disse que as provas apresentadas contra Greta Thunberg e os outros quatro réus eram insuficientes para apoiar as acusações de violação da Lei da Ordem Pública.

Greta Thunberg, que ganhou notoriedade mundial com as suas "Greves Escolares pelo Clima" iniciadas aos 15 anos na Suécia, participa regularmente em manifestações deste tipo.

Em outubro, foi multada por bloquear o porto sueco de Malmö.