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Madeira

CHEGA denuncia estratégia de vitimização e manipulação do Governo sobre via rápida da Calheta

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O CHEGA-Madeira vem a público condenar a recente afirmação do presidente Miguel Albuquerque, segundo a qual o avanço do projecto da Via Rápida da Calheta depende da sua continuidade no governo. No seu entender, "esta declaração é uma tentativa de vitimização e manipulação descarada que procura atirar areia para os olhos do povo madeirense, criando um falso medo quanto à concretização de um projeto que pertence à Madeira e aos madeirenses — e não a um governante ou a um mandato específico". 

Via rápida à Calheta fica comprometida com moção

Miguel Albuquerque e agora Carlos Teles continuam a colocar pressão no lado dos partidos da oposição sobre a aprovação da moção de censura, dizendo que obras estruturais para o desenvolvimento da Região poderão ficar pelo caminho. Uma dessas, mencionou, é a via rápida entre a Meia Légua à Calheta que ainda está no papel.

O CHEGA-Madeira relembra que os investimentos e projetos de infraestrutura, como a Via Rápida da Calheta, são financiados pelo erário público, ou seja, pelo dinheiro dos contribuintes. Refere que "estes são compromissos assumidos pelo Governo da Região Autónoma da Madeira, independentemente de quem o lidera. Assim, a conclusão de um projecto desta envergadura tem de ser garantida por qualquer executivo que venha a assumir o governo, pois é um compromisso para com a população e para o desenvolvimento da região". 

Diz que "a governação de Miguel Albuquerque não pode continuar a instrumentalizar o futuro da Madeira em prol de interesses eleitorais, colocando em dúvida a continuidade de investimentos essenciais como forma de coagir o eleitorado". Afirma ser "inaceitável que se continue a abusar da confiança dos madeirenses, tentando criar uma dependência artificial de projectos públicos face a um líder ou partido". 

O CHEGA-Madeira exige que o Governo de Albuquerque se comprometa com uma política de transparência e respeito pelos interesses dos madeirenses, deixando de lado manobras de manipulação e vitimização. Conforme afirma, "os projectos de interesse público, como a Via Rápida da Calheta, têm de ser cumpridos com responsabilidade e seriedade, independentemente das mudanças de governo". E conclui dizendo que "Miguel Albuquerque poderá sair, mas os compromissos e o dinheiro do povo madeirense ficam, e o seu destino deve ser garantido em prol do bem-estar de toda a população".