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BE diz que o acordo alcançado na concertação social é sinónimo de empobrecimento

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A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) afirmou hoje que o acordo alcançado na concertação social é sinónimo de "empobrecimento" porque os patrões são apoiados e os salários reais não aumentam.

"O acordo hoje assinado dá duas garantias: os patrões são apoiados, mas os salários reais não aumentam, a isto chama-se empobrecimento", escreve Catarina Martins numa curta mensagem publicada na rede social `Twitter´.

Para a bloquista, os "patrões do patrão aplaudem e a UGT [União Geral de Trabalhadores] assina por baixo como há dez anos assinou o acordo de Passos Coelho [ex-primeiro-ministro eleito pelo PSD]".

O acordo de médio prazo para a melhoria de rendimentos, salários e competitividade foi assinado hoje em Lisboa pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelos representantes da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) assinou o documento antes da cerimónia, enquanto a CGTP recusou formalizar o acordo, alegando que as medidas previstas são "insuficientes" para responder aos problemas dos trabalhadores, reformados e pensionistas.

Os parceiros sociais saudaram o acordo de concertação social alcançado com o Governo, mas alertaram que esse compromisso constitui um ponto de partida, face à imprevisibilidade da conjuntura nos próximos anos.

Por seu lado, o primeiro-ministro, António Costa, defendeu que o Acordo de Médio Prazo assinado com os parceiros sociais é da maior importância política e um marco de confiança, salientando que irá beneficiar famílias e empresas e será permanentemente monitorizado.